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Pureza ideológica é o critério central para duas indicações que o presidente Lula (PT) está fazendo: uma é para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal), outra é para a diretoria no BC (Banco Central).  

Os nomes indicados importam menos do que a visão de mundo que eles defendem. Ela é, basicamente, a que Lula sempre teve razão e que sempre acertou em tudo o que fez, especialmente no campo da política econômica. 

As escolhas são direito do presidente, até sua obrigação, e parece natural que um chefe de Estado, como personagem político, tenha preferências por quem venha do seu espectro político partidário, de dentro do PT.  

A questão, porém, é mais abrangente: as escolhas de Lula dizem muito sobre o que ele pensa. O que ele tem de visão de mundo explica uma parte importante de uma armadilha que ele armou para si e que vai se fechar no dia seguinte às eleições presidenciais em outubro.  

É a armadilha de um país que gasta mais do que pode e que tenta equilibrar as contas pelo lado da receitaenquanto expande gastos. Pois, no fundo, a visão dos escolhidos por Lula cabe em uma frase curta: a de que “gasto é vida”. 

Essa conta virá inevitavelmente, não importa o que propaguem os escolhidos pela pureza ideológica do pensamento petista sobre economia. Pergunta-se então se estamos diante de um abismo, como ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, que praticou exatamente essa política.

Na verdade, estamos dentro desse buraco: chama-se crescimento muito aquém do que precisamos, produtividade muito abaixo da necessária, e a disposição, refletida nessas escolhas, de se fazer mais do mesmo. 

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Fonte : CNN

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