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O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), negou nesta quinta-feira (19) irregularidades e afirmou que irá explicar o repasse de R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. A entidade é descrita pelos parlamentares como braço social da Igreja Batista da Lagoinha, que tem integrante alvo de apuração na CPMI.

“Eu sou uma pessoa pública. Todas as minhas ações são passíveis de questionamentos e eu tenho a obrigação de responder e o farei com a maior tranquilidade, porque não há qualquer irregularidade na minha atuação”, declarou em entrevista a jornalistas no Senado.

Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado que o senador prestasse esclarecimento sobre suspeita de irregularidade no repasse por meio de emenda parlamentar;

Segundo Viana, o recurso foi repassado para prefeituras que elaboram planos de trabalhos e distribuem os repasses. As informações, de acordo com ele, constam em prestações de contas realizadas.

“A igreja não recebeu um tostão. Foi para as prefeituras. As prefeituras aprovaram planos de trabalho e repassaram os recursos”, disse. O senador afirma que o dinheiro foi direcionado para projetos sociais que atendem asilos e prestam auxílio a dependentes químicos e pessoas em situação de rua.

Conforme a decisão de Flávio Dino, os repasses teriam ocorrido em três momentos: em 2019, foram R$ 1,5 milhão por meio de “emenda pix” à prefeitura de Belo Horizonte, com destinação específica à Fundação Oasis; em 2023, R$ 1,47 milhão foram transferidos à unidade da fundação em Capim Branco, na região metropolitana da capital mineira; e, em 2025, houve novo repasse de R$ 650,9 mil à mesma filial.

Viana declarou não ter “medo algum” de possíveis investigações e que seguirá direcionando os recursos para os projetos sociais.

Ele afirmou ser integrante da Lagoinha e informou, inclusive, ter atuado como apresentador em um canal de igreja. “Antes que isso venha a ser questionado, eu já estou dizendo para vocês: fui apresentador, é a minha profissão. Só não dei sequência porque eu não tinha tempo”, afirmou.

A  Igreja Batista Lagoinha também foi é nas investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master. Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e atuava como pastor na instituição. Ambos foram presos em 4 de março após operação da Polícia Federal.

Durante reunião da CPMI nesta manhã, Viana declarou que Zettel mantinha CNPJs separados, sem ligação direta com a igreja.

“Está claro que o senhor Fabiano Zettel usava o nome da Igreja Batista da Lagoinha, mas tinha um CNPJ separado, toda uma prestação de contas separada e não há qualquer contaminação com a Igreja Lagoinha Matriz, porque não foi identificada nenhuma ligação”, declarou.

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Fonte : CNN

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