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A safra nova está impulsionando os embarques de soja no Brasil. É o que constata a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que divulgou nesta quarta-feira (18) o balanço das exportações de grãos. No documento, a entidade indica forte aceleração das exportações da oleagenosa em fevereiro e avanço também nas vendas externas de milho.

Segundo a entidade, o Brasil deve exportar entre 11 milhões e 11,9 milhões de toneladas de soja em fevereiro, volume muito superior ao registrado em janeiro, quando foram embarcadas cerca de 2,44 milhões de toneladas. No acumulado de 2026 até agora, as exportações do grão podem atingir entre 13,4 milhões e 14,3 milhões de toneladas, com base na programação de navios.

O salto reflete a entrada da nova safra no mercado e o aumento da disponibilidade do produto nos portos, após o início da colheita nas principais regiões produtoras.

Para o milho, a Anec projeta embarques de cerca de 1,82 milhão de toneladas em fevereiro, acima das aproximadamente 1,71 milhão de toneladas registradas em janeiro. No acumulado do ano, as exportações do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas até o fim do mês.

O desempenho se dá pela contínua demanda internacional e a disponibilidade de estoques da safrinha anterior.

Já os embarques de farelo de soja mostram ritmo mais moderado. A previsão para fevereiro é de cerca de 300 mil toneladas, abaixo do volume exportado no mesmo período do ano passado. Em janeiro, o Brasil embarcou aproximadamente 279 mil toneladas do derivado.

Portos do Sudeste e Sul concentram operações

Os principais volumes seguem concentrados nos portos do chamado “arco Sul”, com destaque para Santos e Paranaguá, além de terminais do Norte e Nordeste, como Itaqui (RS), Barcarena (PA) e Santarém (PA), que continuam ganhando participação nas exportações.

Os dados de janeiro mostram que a China permanece como principal compradora da soja brasileira, responsável por cerca de 66% das importações do grão. No milho, os principais destinos incluem países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático, como Irã, Vietnã e Argélia.

Com a colheita avançando e a demanda externa firme, especialmente da Ásia, o Brasil deve manter forte ritmo de embarques nos próximos meses, consolidando sua posição como principal fornecedor global de soja e um dos maiores exportadores de milho.

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Fonte : CNN

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