Nos dias 24 e 25 de março, um incêndio atingiu a sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo. O dispositivo é conhecido por emitir uma claridade apelidada de “a luz azul mais bonita do mundo”.
O reator nuclear foi inaugurado em 1957 acompanhado pelo então presidente Juscelino Kubitschek. O fenômeno responsável pelo azul é a fissão nuclear em meio aquático. A iniciativa resulta de uma parceria inédita entre a Marinha e o Ipen.
Além da emissão da luz, o equipamento também tem o objetivo de produzir insumos para a radioterapia, tratamento utilizado para o combate ao câncer.
Radioterapia
Para que o tratamento de radioterapia possa eliminar as células cancerígenas do paciente, o mineral Lutécio precisa ser ‘enriquecido’ por meio da radioatividade.
A substância é submersa por cordões, dentro de uma piscina de nove metros onde fica o reator, para receber a radiação e se transformar no Lutécio -177. Assim o radioisótopo poderá ser usado para medicina.

Consequências do incêndio
Após o incêndio, a sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, vai precisar de uma limpeza especializada. Apesar disso, os inspetores da ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) constataram a ausência de risco radiológico associado ao evento.
O incêndio, de natureza localizada, atingiu um conjunto de racks, tendo o fogo afetado cabeamento e alcançado a região do teto em um ponto específico. Durante o evento, uma cadeira situada nas proximidades também foi atingida pelas chamas.

Durante a inspeção, foram identificados aspectos que demandam atenção, especialmente quanto à possível inalação de resíduos químicos decorrentes da queima de materiais e da fuligem presente no ambiente, o que requer a realização de limpeza industrial especializada.
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Fonte : CNN