O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, declarou nesta quarta-feira (18) que a instituição “investigará todos aqueles que tiverem que investigar”.
A fala é referência aos inquéritos em voga sobre fraudes no banco liquidado Master, de Daniel Vorcaro, e as fraudes bilionárias do INSS.
Rodrigues também disse que a instituição “não será intimidada”, durante discurso em um evento na Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em São Paulo.
“Reafirmo nosso trabalho técnico. A PF cumpre a Lei e a Constituição. Vamos investigar todos aqueles que tivermos que investigar, no devido processo legal”, pontuou.
“Afirmo e reafirmo a todos que vamos investigar e fazer nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém quem quer que seja”.
Rodrigues também detalhou que a PF tem sido vítima nas redes sociais com “ataques covardes e inaceitáveis”. E relembrou o inquérito do Master.
“Isso tem feito que uma fraude de R$ 50, R$ 80 bilhões parece, desapareceu. Nós temos uma fraude no sistema financeiro. Temos uma fraude de dezenas de bilhões. Esse é o nosso foco. Nós não vamos parar até chegar ao final dessa investigação”.
Políticos são citados
Na semana passada, celulares e notebooks apreendidos durante as investigações do caso Master e que estavam pendentes de perícia foram enviados à Superintendência da PF em São Paulo.
Segundo apurou a CNN, a medida teve como objetivo “dar mais velocidade” à extração de dados e a perícia nos aparelhos. A maior parte dos equipamentos eletrônicos estava concentrada em Brasília.
O número de itens com perícia pendente ainda é incerto, mas a PF aponta que são entre 70 e 80 celulares – oito deles pertencem ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em outra frente, a PF se debruça sobre um envelope pardo encontrado na casa de Vorcaro, em Brasília, durante a primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro do ano passado.
O motivo do foco dos investigadores neste documento é que nele estava escrito, à mão, “Congresso” e levantou suspeitas dos investigadores sobre a relação de Vorcaro com parlamentares. Naquela primeira fase, ainda sem acesso ao conteúdo do celular do preso, a PF não tinha a dimensão de todas suas ligações com o mundo político.
Em outro inquérito que também há citações do “andar de cima” da República, o inquérito do INSS está no STF por relação com políticos e há menções ao nome do filho do presidente.
A PF listou pagamentos que seriam endereçados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e enviou ao STF no pedido de quebra de sigilo bancário dele, que foi aprovado.
No relatório sob sigilo, a PF apontou supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio de uma amiga dele. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um sócio oculto. Eles negam.
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Fonte : CNN