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Os preços dos fertilizantes à base de nitrogênio subiram no Brasil no começo desta semana em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

A ureia granulada, um dos principais fertilizantes usados nas lavouras, passou a custar entre US$ 500 e US$ 550 por tonelada, incluindo custo e frete até o Brasil (CFR). Na sexta-feira anterior (27), o preço estava entre US$ 475 e US$ 485 por tonelada.

Mesmo com a alta, muitas empresas suspenderam temporariamente as ofertas de compra e venda nos portos brasileiros, segundo a consultoria Argus. De acordo com Renata Cardarelli, responsável pela área de agricultura e fertilizantes da empresa, produtores do Oriente Médio interromperam as vendas por causa do aumento das tensões na região.

O Oriente Médio é a principal região exportadora de ureia do mundo, com cerca de 20 milhões de toneladas por ano, o que representa 35% do comércio marítimo global do produto. Em 2025, Irã e Omã responderam por 18,4% das importações brasileiras de ureia, somando 1,5 milhão de toneladas de um total de 8,2 milhões de toneladas compradas pelo Brasil.

Outro fertilizante, o sulfato de amônio, também ficou mais caro. O preço subiu de US$ 205–215 por tonelada em 27 de fevereiro para US$ 220–230 por tonelada. Segundo a Argus, essa alta acompanha o aumento dos preços na China, principal fornecedora do produto para o Brasil.

Entre os fertilizantes fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) 11-52 manteve o preço estável, entre US$ 730 e US$ 740 por tonelada. O mercado, porém, está atento aos possíveis impactos do conflito sobre o fornecimento, especialmente na Arábia Saudita. Em 2025, o país foi responsável por cerca de 24% das importações brasileiras de MAP 11-52, com 784,6 mil toneladas de um total de 3,3 milhões de toneladas.

No mercado de potássio, o MOP (cloreto de potássio) ficou entre US$ 370 e US$ 380 por tonelada até 26 de fevereiro. Segundo João Petrini, da Argus, os preços desse produto ainda não foram afetados diretamente.

As empresas ICL (de Israel) e Arab Potash Company continuam operando normalmente, sem registro de problemas no transporte marítimo.

Logística

As empresas agora analisam quanto produto têm em estoque e aguardam mais clareza sobre possíveis problemas logísticos, especialmente em relação à passagem pelo Estreito de Ormuz, rota importante para navios, e aos custos do frete marítimo.

O porto de Ras Al-Khair também segue funcionando normalmente. No entanto, os navios que saem de lá precisam passar pelo Estreito de Ormuz para chegar a outros países. Se houver interrupções nessa rota, os embarques da Arábia Saudita podem ser afetados, o que teria impacto no mercado global de fertilizantes fosfatados.

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Fonte : CNN

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