wp-header-logo.png

Um pequeno tufo de musgo teve papel decisivo na investigação de um crime ocorrido no Cemitério Burr Oak, localizado em Alsip, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.

O caso veio à tona em 2009, quando investigadores descobriram que funcionários do cemitério estavam desenterrando sepulturas antigas, transferindo os restos mortais para outras áreas e revendendo os jazigos vazios. O processo judicial terminou em 2015 com a condenação dos envolvidos.

Um novo estudo publicado na revista científica Forensic Sciences Research apresenta o primeiro relato científico detalhado de como um fragmento de musgo ajudou a comprovar o crime.

O musgo foi encontrado cerca de 20 centímetros abaixo da superfície do solo, junto a restos mortais que aparentemente haviam sido enterrados novamente em outra parte do cemitério.

A amostra foi analisada por pesquisadores do Field Museum, em Chicago, liderados pelo botânico Matt von Konrat.

Usando microscopia e comparação com espécimes preservados na coleção do museu, os cientistas identificaram a planta como Fissidens taxifolius, uma espécie conhecida popularmente como musgo-de-bolso.

Após identificar a espécie, os pesquisadores analisaram os tipos de musgo presentes na área onde os restos mortais foram encontrados.

Eles descobriram que essa espécie específica não crescia naquela região do cemitério. No entanto, uma grande colônia do mesmo musgo foi localizada em outra parte do local — exatamente onde os investigadores suspeitavam que as sepulturas haviam sido originalmente abertas.

Essa diferença ajudou a indicar que os restos mortais haviam sido transferidos de um ponto do cemitério para outro.

Para reforçar a investigação, os cientistas também tentaram estimar há quanto tempo o musgo estava enterrado.

A equipe analisou a clorofila — o pigmento responsável pela fotossíntese — presente na planta. Com o tempo, a clorofila se degrada à medida que as células vegetais deixam de funcionar.

Os pesquisadores compararam a absorção de luz da clorofila em amostras de musgo recém-coletadas, em exemplares armazenados por até 14 anos no museu e na amostra encontrada no cemitério.

Os resultados indicaram que o musgo provavelmente estava enterrado havia apenas um a dois anos, o que ajudou a estabelecer a linha do tempo da movimentação dos restos mortais.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu