O presidente dos EUA, Donald Trump, está comprometido com o sucesso do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, porque sua liderança e relacionamento com Trump são cruciais para os interesses dos EUA, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta segunda-feira (16), oferecendo um forte apoio ao líder nacionalista que enfrenta uma difícil eleição em abril.
Em uma coletiva de imprensa com Orbán em Budapeste, Rubio afirmou que as relações entre os EUA e a Hungria estavam entrando em uma “era de ouro”, mas pareceu sugerir que isso dependia da reeleição de Orbán. Ele também indicou que Washington estaria disposto a ajudar Budapeste financeiramente, se necessário.
“O presidente Trump está profundamente comprometido com o seu sucesso, porque o seu sucesso é o nosso sucesso”, disse Rubio, ao lado de Orbán.
“É porque queremos que você continue, porque queremos que esta economia prospere, queremos que este país se saia bem. É do nosso interesse nacional. Especialmente enquanto você for o primeiro-ministro e o líder deste país, é do nosso interesse nacional que a Hungria seja bem-sucedida”, disse Rubio.
Trump já declarou publicamente seu apoio a Orbán, a quem chamou de “um líder verdadeiramente forte e poderoso” em uma publicação nas redes sociais na semana passada.
O líder republicano tem demonstrado repetidamente seu apoio a líderes conservadores em todo o mundo, mais recentemente ao apoiar Javier Milei, da Argentina, e Sanae Takaichi, do Japão.
EUA reforçam laços com Orbán
“Estamos entrando nesta era de ouro das relações entre nossos países, e não apenas por causa da afinidade de nossos povos, mas também por causa da relação que você tem com o presidente dos Estados Unidos”, disse Rubio.
Nas eleições parlamentares de 12 de abril, que prometem ser bastante disputadas, Orbán enfrenta seu maior desafio desde que seu partido, o Fidesz, chegou ao poder em 2010.
A votação terá implicações importantes para a Europa e para o fortalecimento dos movimentos políticos conservadores e de ultradireita.
Orban, há muito tempo um dos aliados mais próximos de Trump na Europa, frequentemente entrou em conflito com a UE em uma série de questões, ao mesmo tempo que mantém relações cordiais com a Rússia e critica a Ucrânia.
Muitos na direita americana o consideram um modelo para as políticas de imigração rigorosas de Trump e para o apoio ao conservadorismo cristão.
Rubio, que também é conselheiro de Segurança Nacional de Trump, estava na segunda etapa de uma viagem de dois dias à Eslováquia e à Hungria, países cujos líderes conservadores são próximos de Trump e críticos da União Europeia.
Em ambos os países, Rubio prometeu fortalecer os laços num momento em que as relações de Washington com aliados europeus maiores, como a França e a Alemanha, estão sob tensão.
Rubio elogia Orbán enquanto a Europa Ocidental muda o foco
As críticas de Trump à Europa, a imposição de tarifas aos países da UE e a ambição de adquirir a Groenlândia da Dinamarca, membro da Otan, levaram os líderes da Europa Ocidental a considerar a possibilidade de trilhar um caminho mais independente.

Na Conferência de Segurança de Munique, realizada no fim de semana, Rubio transmitiu uma mensagem de unidade, mas também manteve as críticas do governo à Europa, após um ano que prejudicou as relações transatlânticas.
Rubio afirmou que o resultado das eleições na Hungria dependia dos eleitores, mas elogiou repetidamente a relação “extraordinariamente forte” de Orbán com os EUA, dizendo que ela trazia “benefícios tangíveis” para os laços bilaterais .
“Se vocês enfrentarem dificuldades financeiras, se enfrentarem obstáculos ao crescimento, se enfrentarem coisas que ameacem a estabilidade do seu país, sei que o presidente Trump estará muito interessado, devido à relação que vocês têm com ele e à importância deste país para nós, em encontrar maneiras de prestar assistência caso esse momento chegue”, disse Rubio.
Orbán tem lutado para reanimar a economia da Hungria desde que a inflação disparou após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, e o crescimento está estagnado há três anos.
Ele reduziu impostos, aumentou salários e promoveu empréstimos imobiliários baratos para reforçar sua popularidade nas pesquisas, ao custo de um déficit orçamentário maior, riscos inflacionários e da perda de progresso na redução lenta de uma das maiores dívidas da União Europeia.
Tanto Orbán quanto o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, foram acusados por instituições da UE de enfraquecer o judiciário, a mídia e o combate à corrupção em seus países, acusações que ambos rejeitam.
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Fonte : CNN