O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais nesta terça-feira (3) que ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento americana forneça seguro para o comércio marítimo que passa pelo Golfo a um “preço razoável”.
Além disso, ele sugeriu que os EUA podem escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz. A passagem é crucial para o comércio de petróleo mundial, mas a Guarda Revolucionária iraniana disse que ela está fechada e ameaçou incendiar navios que passem pela região.
“Com efeito IMEDIATO, ordenei à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos que forneça, a um preço bastante razoável, seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de TODO o comércio marítimo, especialmente de energia, que transita pelo Golfo”, pontuou na Truth Social.
“Isso estará disponível para todas as companhias de navegação. Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz o mais breve possível”, adicionou.
Com isso, ele afirmou que os EUA vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo, “independentemente do que aconteça”.
Diversas seguradoras marítimas, incluindo Skuld, Steamship Mutual e North Standard, notificaram seus clientes sobre o cancelamento da cobertura para quaisquer danos relacionados à guerra nas águas da região.
Tom Kloza, analista independente de petróleo que assessora a Gulf Oil, afirmou à CNN que não acredita que o Irã “consiga fechar o Estreito de Ormuz, mas as seguradoras e as empresas de navegação podem”.
Como resultado, o estreito foi efetivamente fechado: apenas dois navios-tanque de petróleo e produtos químicos o transitaram na segunda-feira (2), de acordo com dados da S&P Global Commodities at Sea compartilhados com a CNN.
Normalmente, 60 embarcações passam pelo estreito diariamente, transportando cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.
*com informações da CNN Internacional
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
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Fonte : CNN