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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (16) ter conversado com um ex-presidente americano que disse: “Gostaria de ter feito o que você fez” em relação à guerra com o Irã.

“Conversei com um certo presidente, de quem gosto, na verdade um ex-presidente. Ele disse: ‘Eu gostaria de ter feito isso. Eu gostaria de ter feito.’ Mas eles não fizeram. Eu estou fazendo”, disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta segunda-feira.

O presidente americano se recusou a revelar o nome de quem fez a afirmação, alegando que não queria “causar problemas para ele”.

“Não quero envergonhá-lo. Seria muito ruim para a carreira dele, mesmo que ele não tenha carreira”, disse Trump.

Apenas quatro ex-presidentes estão vivos: Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden.

Trump tem buscado justificar as ações militares de seu governo no Irã — que intrigaram e frustraram o grupo “América Primeiro” do Partido Republicano e fizeram os preços da gasolina dispararem — em parte argumentando que o país vem causando problemas para os EUA há quase meio século.

Um porta-voz de Clinton disse à CNN que não houve conversas recentes entre Clinton e Trump sobre o Irã ou qualquer outro assunto.

Assessores de Bush, Obama e Biden expressaram opiniões semelhantes na segunda-feira, afirmando que não há registro de qualquer comunicação com Trump.

A guerra entre EUA e Israel contra o Irã já dura três semanas, sem previsão de término, e praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, elevando os preços da energia e aumentando os temores de inflação.

Israel afirmou na segunda-feira ter elaborado planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra, enquanto bombardeava alvos em todo o Irã durante a noite. Ataques de drones iranianos fecharam temporariamente o aeroporto de Dubai e atingiram uma importante instalação petrolífera nos Emirados Árabes Unidos.

O porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, disse a repórteres que havia planos operacionais detalhados para as próximas três semanas no Irã, além de outros planos que se estendem por períodos ainda maiores.

Israel afirmou que deseja enfraquecer a capacidade do Irã de ameaçá-lo, atacando infraestrutura de mísseis balísticos, instalações nucleares e o aparato de segurança, e que ainda tem milhares de alvos para atingir.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

(Com informações de

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Fonte : CNN

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