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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (16) que anunciará “em breve” os países que concordaram em ajudar os EUA a reabrir o Estreito de Ormuz, mesmo reconhecendo que muitos aliados rejeitaram suas propostas até o momento.

“Há alguns, anunciaremos alguns nomes em breve”, disse Trump, falando a repórteres no Salão Oval.

“Alguns foram bem diretos desde o início”, acrescentou.

Trump pressionou vários aliados dos EUA por ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, que o Irã efetivamente fechou desde o ataque conjunto dos EUA e de Israel há mais de duas semanas. O fechamento desencadeou uma crise energética global, elevando drasticamente os preços do petróleo.

Mas poucos países disseram estar dispostos a ajudar os EUA até agora, disse Trump.

“O que me surpreende é que eles não estão ansiosos para ajudar”, disse ele, argumentando que nações que dependem fortemente do estreito para o petróleo, como China e Japão, “deveriam nos agradecer”.

Resposta do Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou os Estados Unidos por pedir ajuda a aliados para reabrir o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que exigem que o Irã se renda.

“Eles realizaram ataques em grande escala e novamente repetiram a exigência de rendição incondicional. Hoje, aproximadamente 15 dias desde o início da guerra, eles estão recorrendo a outros países em busca de ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz e mantê-lo aberto”, disse Araghchi.

“Do nosso ponto de vista, o estreito está aberto; ele só está fechado para nossos inimigos e para aqueles que realizaram uma agressão injusta contra nosso país”, acrescentou.

Alerta de Trump

No domingo (16), Trump alertou que a Otan enfrentará um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. A mensagem clara e dura foi direcionada às nações europeias, que também se prejudicam com o fechamento da rota marítima pelo Irã.

“É mais do que apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, disse Trump em entrevista pelo telefone ao Financial Times, acrescentando que “se não houver resposta ou se a resposta for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da Otan“.

O presidente elogiou a ajuda dos EUA à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia, dizendo: “Não precisamos ajudá-los com a Ucrânia… Agora veremos se eles nos ajudarão. Porque eu sempre disse que estaremos lá por eles, mas eles não estarão lá por nós”.

Questionado sobre o tipo de assistência que busca, o presidente disse: “qualquer coisa que seja necessária”, incluindo navios caça-minas.

A Otan é uma aliança de defesa europeia e norte-americana criada para promover a paz e a estabilidade e para salvaguardar a segurança de seus membros. Não se trata de auxiliar uma nação quando um Estado-membro inicia uma guerra.

Trump também sugeriu que os aliados poderiam ajudar a lidar com as ameaças vindas do litoral iraniano. Ele disse que quer “pessoas que eliminem alguns agentes mal-intencionados que estão ao longo da costa”, referindo-se às forças iranianas que usaram drones e minas navais no Golfo.

O presidente reiterou sua frustração com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela falta de apoio imediato aos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã.

“O Reino Unido pode ser considerado o aliado número 1, o mais antigo, etc., e quando pedi que viessem, eles não quiseram vir”, disse ele, observando que discutiu o assunto com Starmer em uma ligação telefônica no início do domingo.

“E assim que basicamente eliminamos a capacidade de ameaça do Irã, eles disseram: ‘Ah, bem, enviaremos dois navios’, e eu disse: ‘Precisamos desses navios antes de vencermos, não depois’. Há muito tempo digo que a Otan é uma via de mão única”.

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Fonte : CNN

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