A Itáliaentra em campo nesta quinta-feira (26), às 16h45 (de Brasília), para enfrentar a Irlanda do Norte, pela semifinal da repescagem europeia da Copa do Mundo de 2026.
A partida ganhou clima de provocação antes mesmo de a bola rolar. Às vésperas da decisão, o técnico da Irlanda do Norte, Michael O’Neill, adotou um discurso confiante e alfinetou a Azzurra, fazendo alusão ao suposto decréscimo na qualidade dos atletas que atuam na seleção atualmente, em comparação a craques do passado..
O’Neill provoca e tira peso da Irlanda do Norte
Em entrevista coletiva, o treinador deixou claro que não vê motivos para temer a Itália e transferiu toda a pressão para o adversário.
“É uma partida única, estamos aqui e podemos avançar. Não temos medo, podemos aproveitar essa oportunidade. Temos tudo a ganhar. A pressão que a Itália precisa suportar é bem diferente da que existe sobre a Irlanda do Norte.”, afirmou.
“Não têm mais Totti e Del Piero”
O tom confiante seguiu sendo a tona da entrevista e a principal provocação veio quando o técnico comparou a atual geração italiana com equipes do passado.
“Não acho que exista um jogador que nos dê medo. Conhecemos bem a Itália e a força do meio-campo, mas essa equipe não tem mais um Del Piero ou um Totti. A força deles está no coletivo, não no individual”, disse Michael O’Neill, treinador da seleção da Irlanda do Norte
Totti e Del Piero: ídolos e campeões do mundo
Citados por O’Neill, o meio-campista Francesco Totti e o atacante Alessandro Del Piero marcaram época na seleção italiana e foram protagonistas de uma geração vitoriosa.
Ambos fizeram parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Del Piero, inclusive, marcou um dos gols na semifinal contra a Alemanha, enquanto Totti foi peça importante ao longo da campanha.
Ídolos de Roma e Juventus, respectivamente, os dois simbolizaram uma Itália forte também no talento individual, característica que, segundo o treinador da Irlanda do Norte, não está tão presente na equipe atual.
Itália tenta evitar novo fracasso
A Itália entra pressionada para o duelo. Fora das Copas de 2018 e 2022, a tetracampeã mundial tenta evitar a terceira ausência consecutiva no torneio.
Sob o comando de Gennaro Gattuso, a Azzurra aposta no fator casa para avançar e seguir viva na luta por uma vaga no Mundial de 2026.
Como funciona a repescagem europeia para a Copa do Mundo
A Europa já tem 12 seleções classificadas para a Copa do Mundo, mas ainda restam quatro vagas destinadas ao continente.
Nesta fase participam os 12 segundos colocados dos grupos das Eliminatórias e os quatro países mais bem ranqueados entre os vencedores de grupos da Liga das Nações da Uefa que ainda não haviam se classificado. As equipes foram distribuídas em quatro chaves com quatro seleções cada.
O formato é eliminatório em jogo único. Cada chave tem duas semifinais; os vencedores avançam para uma final também em partida única.
Os quatro campeões de chave garantem vaga no Mundial de 2026.
Confrontos da repescagem europeia
Semifinal 1: Itália x Irlanda do Norte
Semifinal 2: País de Gales x Bósnia e Herzegóvina
Final: vencedor de País de Gales x Bósnia (casa) x vencedor de Itália x Irlanda do Norte
Semifinal 1: Ucrânia x Suécia
Semifinal 2: Polônia x Albânia
Final: vencedor de Ucrânia x Suécia (casa) x vencedor de Polônia x Albânia
Semifinal 1: Turquia x Romênia
Semifinal 2: Eslováquia x Kosovo
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Fonte : CNN