A investigação da morte da Polícia Militar Gisele Santana revelou comportamentos contraditórios do principal suspeito, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pelo crime. Em entrevista ao Live CNN, o delegado Lucas Lopes, responsável pelo caso, afirmou que a análise dos aparelhos celulares foi crucial para traçar o perfil do investigado.
Segundo o delegado, foram apreendidos dois celulares do tenente-coronel e um da vítima. A extração e análise de dados revelaram conversas do casal desde o final de 2022 até 2023, permitindo às autoridades identificar inconsistências entre o comportamento público do suspeito e suas atitudes nas comunicações privadas.
“A partir dessa análise, foi um também dos elementos que nos possibilitou traçar um perfil do investigado e que aquilo que ele alegava para a imprensa e nos depoimentos não condizia com as conversas mantidas entre o casal”, explicou Lopes, acrescentando que “era totalmente ao contrário, conforme nós demonstramos ao judiciário, às promotoras e à juíza”.
Investigação complexa
O delegado destacou a complexidade da investigação e como a análise das conversas foi fundamental para compreender a verdadeira natureza do relacionamento. “É uma investigação extremamente complexa. A análise de todas essas conversas possibilitou que a gente traçasse um perfil do relacionamento e do que ele dizia inicialmente com o que realmente ocorria na relação íntima do casal”, afirmou.
Quando questionado sobre a postura do tenente-coronel, o delegado confirmou que havia uma clara discrepância entre sua conduta pública e privada. Essa contradição foi um dos elementos que levou ao indiciamento do suspeito pela morte de Gisele Santana. O caso segue em andamento, com alguns exames periciais ainda pendentes de conclusão, especialmente relacionados ao celular da vítima e ao segundo aparelho apreendido.
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Fonte : CNN