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Tempestades em Júpiter podem produzir raios até 100 vezes mais fortes que os registrados na Terra, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Os resultados foram obtidos a partir da análise de dados da sonda Juno, da Nasa, que orbita o planeta desde 2016 e monitora a atmosfera com um radiômetro capaz de detectar emissões de rádio geradas por relâmpagos. O estudo foi publicado em 20 de março na revista AGU Advances.

Segundo o autor principal, Michael Wong, o estudo de tempestades em outros planetas ajuda a entender fenômenos que ainda não são totalmente conhecidos na Terra, incluindo diferentes tipos de eventos luminosos associados a tempestades.

Em Júpiter, a atmosfera é dominada por hidrogênio, o que faz com que o ar úmido seja mais pesado e difícil de subir. Isso exige mais energia para formar tempestades, mas também faz com que elas liberem descargas muito mais intensas quando atingem as camadas superiores da atmosfera.

Dados da missão indicam que algumas tempestades no planeta podem durar por séculos e gerar relâmpagos extremamente potentes. O radiômetro da sonda permitiu medir a intensidade das descargas sem interferência das nuvens, revelando que certos flashes são muito mais fortes do que os observados na Terra.

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Os pesquisadores analisaram especialmente grandes tempestades registradas entre 2021 e 2022, conhecidas como “supertempestades furtivas”, que ocorrem em grandes faixas da atmosfera do planeta e podem gerar raios entre nuvens com enorme liberação de energia.

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Fonte : CNN

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