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Um levantamento do Grupo IOX aponta que 77,8% das operações com crédito privado, como FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), estão concentradas na região Sudeste. O Sul responde por 8,2%, o Nordeste por 9,3%, o Norte por 2,2% e o Centro-Oeste por 2,5%, segundo dados fornecidos com exclusividade para a CNN Brasil.

Apesar de indicar a força regional, os dados revelam que o mercado pode ter a necessidade de buscar expansão em outras regiões. Nesse contexto, o crescimento fora do eixo Rio-São Paulo passa a representar uma fronteira estratégica.

Boutiques regionais vêm ampliando participação ao estruturar operações próximas ao mercado local, oferecendo soluções mais alinhadas à realidade das empresas médias impactadas pelo crédito bancário mais caro.

Além disso, o amadurecimento do mercado mudou a régua de decisão. Se antes o investidor buscava apenas a maior taxa, em 2026 a prioridade é a segurança jurídica e a clareza do fluxo de caixa.

“O mercado amadureceu. O investidor não compra mais uma taxa, ele compra a tese, o lastro e o modelo de governança. O dado reforça a tese de interiorização do mercado, em linha com o movimento observado no avanço de FIDCs, debêntures e estruturas privadas fora da Faria Lima. Em 2026, quem domina análise técnica, fluxo de caixa e estruturação terá vantagem”, afirma Richard Ionescu, CEO do Grupo IOX.

Para o executivo, cujo grupo encerrou o último ano com expansão de 135%, a interiorização do mercado não é apenas uma tendência, mas uma necessidade técnica. “Em 2026, quem domina análise técnica, fluxo de caixa e estruturação terá vantagem. FIDCs, debêntures e estruturas privadas lastreadas se tornaram o centro do crédito porque entregam previsibilidade”, aponta.

Vale ressaltar que o movimento ocorre em um momento em que a Selic está no patamar de 15%, o que pressiona o custo do crédito e o spread bancário.

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Fonte : CNN

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