A StoneX elevou para 3,74 milhões de toneladas a estimativa de oferta total de algodão do Brasil em 2026, após a conclusão do plantio nas principais regiões produtoras. A revisão reflete, sobretudo, o bom desenvolvimento das lavouras na Bahia e sustenta a projeção de exportações consistentes ao longo do ano, mesmo com um começo mais moderado no mercado externo.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, o encerramento do plantio desloca o foco do mercado para as condições climáticas. De acordo com ele, os sinais são mistos entre os estados produtores.
Na Bahia, onde as áreas estão em estágio mais avançado, o clima tem colaborado para o desenvolvimento das lavouras. O regime de chuvas é considerado favorável e pode permitir produtividade próxima à registrada na safra passada, desde que as condições sigam estáveis até o fim do ciclo.
Em contrapartida, no Mato Grosso, o excesso pontual de chuvas elevou a incidência de doenças fúngicas em parte das áreas, ainda nos estágios iniciais. Apesar disso, a precocidade do ciclo impede, por ora, qualquer revisão nos números de produtividade do estado.
No quadro de oferta e demanda, o Brasil iniciou 2026 com exportações menos aquecidas. Ainda assim, a expectativa é de embarques regulares ao longo do ano, especialmente diante da possibilidade de queda na produção dos Estados Unidos. A StoneX também destaca o avanço das relações comerciais entre Brasil e Índia no mercado de pluma, movimento que pode ganhar peso estratégico no decorrer de 2026.
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Fonte : CNN