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STF vai julgar entre os dias 13 e 20 de março se mantém prisão preventivaO ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou para o próximo dia 13 de março o início da sessão virtual em que os ministros decidirão se mantêm a decisão de André Mendonça que decretou prisão preventiva a Daniel Vorcaro e outros três aliados.

Ao todo, 13 mandados foram cumpridos nesta quarta (4). Além do dono do Banco Master, outras três pessoas foram presas preventivamente. Outras cumprirão medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Os mandados foram autorizados por Mendonça, após um pedido da PF (Polícia Federal) que apontou indícios de tentativa de a atrapalhar as investigações. Segundo a corporação, os investigados teriam formado um grupo com o objetivo de acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.

Na decisão, Mendonça citou indícios de acesso indevido a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como a Interpol.

Como a decisão foi monocrática, caberá aos ministros da Segunda Turma decidir se referendam ou não a decisão do relator. No plenário virtual, os magistrados terão uma semana, até dia 20 de março, para registrar os votos na página on-line do processo. Não há debate entre os ministros.

A Segunda Turma é hoje composta por Mendonça, Gilmar Mendes, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Dias Toffoli

Toffoli foi relator do Caso Master no Supremo e deixou o posto em fevereiro. A medida foi anunciada em uma nota assinada pelos dez ministros da Corte após uma reunião de mais de quatro horas que sucedeu vários dias de uma das maiores crises de credibilidade do Supremo.

A condução do caso pelo ministro foi alvo de críticas desde o início. Logo após assumir o comando da investigação pelo Supremo, Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.

Já em 2026, o ministro impôs sigilo máximo ao processo e determinou que o material apreendido pela PF na operação que investiga as supostas fraudes do Master fosse lacrado e enviado diretamente para a sede do Supremo. Normalmente, as provas obtidas em operações ficam a cargo da PF. A decisão gerou forte reação na corporação.

Posteriormente, Toffoli recuou e autorizou o acesso aos documentos à PF, mas designou agentes por conta própria para acompanhar a perícia do material apreendido. Houve ainda a revelação de ligações financeiras entre irmãos do ministro, que adminitraram o Resort Tayayá, e um fundo ligado ao Banco Master.

Ao sair da relatoria, porém, Toffoli em nenhum momento se declarou suspeito para conduzir o caso, o que permite que ele ainda vote em sessões relacionadas à investigação.

Após a saída do ministro do comando do caso, André Mendonça foi sorteado o novo relator. Como ele integra a Segunda Turma, eventuais referendos de decisões e ações penais serão julgados nesse colegiado e devem contar com o voto e argumentação de Toffoli.

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Fonte : CNN

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