Acusado de monitorar a rotina da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em 2018, Ronald Paulo de Alves Pereira, conhecido como “Major Ronald”, foi condenado a 56 anos em regime inicial fechado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).
À época do crime, Ronald era um policial militar reformado. Foi apontado pela PF (Polícia Federal) como ex-chefe da milícia da Muzema, na Zona Oeste do Rio.
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) afirma que o major teria monitorado a rotina de Marielle para repassar informações sobre deslocamento e compromissos da vereadora para Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, que foram condenados por efetuar os disparos.
Ronald não foi o único policial envolvido no caso. Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio à época do crime, também foi condenado. Rivaldo ofereceu garantia de impunidade aos mandantes do assassinato, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.
A vereadora Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro, junto com seu motorista Anderson Gomes. Segundo a PGR, o crime foi motivado por embates políticos que Marielle tinha com os irmãos Brazão sobre projetos de regularização urbana e uso do solo.
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Fonte : CNN