As fortes chuvas que atingem todo o estado de São Paulo deixam, até o momento, 457 pessoas desabrigadas, sendo 380 apenas em Peruíbe, no litoral paulista. Os dados, divulgados pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (26), apontam impactos em diferentes regiões, com registros de alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de árvores.
Das áreas mais afetadas, o litoral de São Paulo concentra o maior número de ocorrências. Em apenas sete dias, o volume acumulado chegou a 487 milímetros em Peruíbe, entre os dias 18 e 24 de fevereiro, conforme o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).
Uma reunião de alinhamento estratégico com representantes de órgãos civis municipais e estaduais será realizada hoje para reforçar as ações de prevenção após previsão de chuvas intensas no estado, sobretudo na região litorânea.
Desabrigados
Em uma relação feita pela Defesa Civil e atualizada nesta manhã de quinta (26), é possível ver as estatísticas dos desabrigados em cada região:
- Peruíbe – 380
- Guarujá – 12
- São Luiz do Paraitinga – 11
- Mongaguá – 9
- Embu-Guaçu – 7,
- Campos do Jordão – 7
- Jundiaí – 6
- Marília – 6
- Ilhabela – 6
- João Ramalho – 6
- Bertioga – 4
- Rio Grande da Serra – 3
Veja municípios afetados
Na Baixada Santista, a Defesa Civil informou que, em razão ao acúmulo de águas provocado pelas chuvas, os rios Aguapeú e Bichoró, em Mongaguá, registravam extravasamento na tarde de quarta-feira (25), provocando alagamentos na Avenida Tiradentes, no Centro, e na Rua 15 de Novembro, na Vila Atlântica.
Algumas residências foram atingidas e moradores ficaram temporariamente isolados. O município tem nove pessoas desabrigadas desde o dia 23, que seguem acolhidas no Ginásio de Esportes. Não há registro de vítimas.
Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba, registrou cinco ocorrências de movimentação de massa em diferentes pontos do município, especialmente nas Estradas do Rio Manso, do Souza, do Fabiano e Pedra Branca. Um trecho da Estrada do Micheleto foi interditado preventivamente após deslizamento de terra.

O episódio não deixou vítimas e equipes municipais atuam nos protocolos de limpeza e desobstrução das vias.
Em Nova Campina, uma chuva acompanhada por rajadas de vento foi registrada, provocando alagamentos nas vias dos bairros Tijuca, Vila Trancho e Centro. Um alagamento atingiu uma residência.
Chuvas da última semana em Peruíbe (SP) representam 65% da média anual
Em Caçapava, outro deslizamento atingiu um poste de energia e rompeu uma tubulação de águas pluviais, levando à interdição preventiva de uma oficina mecânica.
Bragança Paulista também teve alagamentos que atingiram quatro residências, com quedas de árvores e colapso de uma ponte na Estrada do Antigo Leito da Ferrovia, que permanece interditada.
Já em Igaratá, o vendaval e o alto volume de chuva causaram quedas de barreiras, alagamentos e árvores caídas, sem vítimas.

Em Salto, a queda de uma árvore atingiu um ônibus, sem registro de feridos.
Em Atibaia, os bairros Tanque e Cachoeira foram alvos das chuvas fortes. Um idoso acamado precisou ser retirado preventivamente para a casa de familiares, onde ficou alojado. Também houve deslizamento parcial em área rural, com interdição de parte de um imóvel.
Piracaia teve cerca de 20 casas inundadas, com moradores encaminhados para residências de parentes até o escoamento da água.
Na região de Campinas, Capivari registrou alagamentos após o extravasamento do Córrego Água Choca, deixando famílias ilhadas.
Em Monte Mor, enxurradas arrastaram um veículo com três ocupantes, que sofreram ferimentos leves e foram encaminhados para atendimento médico. Cerca de 42 moradias foram afetadas pelo transbordamento do mesmo córrego.
Outros municípios também registraram ocorrências sem vítimas.
Segundo a Defesa Civil, as equipes permanecem mobilizadas em todo o estado, realizando monitoramento contínuo das áreas de risco, vistorias técnicas, limpeza de vias e apoio às forças municipais.
Operação SP Sempre Alerta
Para agir nessas situações, o Governo do estado criou a Operação SP Sempre Alerta, que atua nas medidas de prevenção e resposta a eventos climáticos. A ação também é responsável por alertar, orientar e conscientizar a população.
A princípio, a Operação SP Sempre Alerta Chuvas ocorre entre dezembro e março — período do verão, onde as elevações na umidade e na precipitação costumam ser mais frequentes —, mas pode ser acionada excepcionalmente sempre que houver necessidade devido a situações de risco.
*Sob supervisão de Tonny Aranha
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Fonte : CNN