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O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), alvo da operação, nomeada de “Galho Fraco”, que investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares, declarou ter um total de R$ 4.926,76 em bens durante as eleições de 2022, segundo o site DivulgaCand. O valor estava depositado em contas bancárias do parlamentar.

Na operação desta sexta-feira (19), a PF encontrou mais de R$ 400 mil em espécie na casa de Sóstenes. Durante coletiva de imprensa, o líder do PL na Câmara afirmou que o valor não era ilícito e se referia a um imóvel em seu nome que ele teria vendido. O deputado ainda disse que recebeu a quantia em espécie.

Contudo, o parlamentar declarou não possuir nenhum imóvel nas três eleições das quais participou, ainda conforme o site. Todas as posses de Sóstenes se referiam aos depósitos em conta bancária e carros.

Na primeira eleição, em 2014, Sóstenes afirmou ter apenas um carro no valor de R$ 67.500,00. Já em 2018, ele declarou um veículo de R$ 122 mil e depósitos bancários que, somados, davam R$12.689,48, ou seja, um total de R$ 134.689,48.

Somando a quantidade de bens declarados nos três anos eleitorais dos quais Sóstenes participou — em 2014, 2018 e 2022 —, o parlamentar teria um patrimônio no valor total de R$ 207.116,24.

A CNN Brasil tentou contato com a assessoria de imprensa de Sóstenes Cavalcante para um pronunciamento, mas não teve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.

Entenda a investigação

Segundo a PF, que também teve o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) como alvo, os desvios teriam ocorrido por meio de “servidores comissionados no exercício das funções”, como Adailton Oliveira dos Santos, assessor do PL, e Itamar de Souza Santana, assessor de Jordy. Os extravios teriam sido feitos por meio da empresa de fachada Harue Locação de Veículos LTDAME.

A decisão proferida pelo ministro relator, Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou que Adailton teria realizado uma movimentação total de R$ 11.491.410,77 em créditos e R$ 11.486.754,58 em débitos, com maior concentração entre 2023 e 2024. Segundo a PF, não teria sido possível identificar a origem ou destino de “parte expressiva dessas transações”.

Na investigação sobre Itamar, o órgão afirma que verificou a movimentação total de R$ 5.907.578,17 em créditos e R$ 5.901.138,68 em débitos. A PF também não identificou grande parte da origem ou destino desses valores.

Agora, Dino determinou a quebra do sigilo bancário de bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras de Sóstenes e Jordy. 

Investigação baseada em mensagens e depoimentos

Os indícios contra os parlamentares vieram de quebras de sigilo de mensagens de celular e depoimentos coletados durante uma operação anterior da PF, realizada em 2024, que abrangeu Brasília, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo investigadores, as provas reunidas ao longo de um ano apontam para o uso irregular da cota parlamentar, com envio de dinheiro público para uma empresa de fachada, descrita como uma locadora de veículos.

No ano passado, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia negado autorização para buscas contra os deputados. No entanto, após um ano de investigação, com novas provas coletadas, o magistrado autorizou a operação atual. A PF analisou conversas entre assessores que tiveram seus celulares apreendidos, além de colher depoimentos que reforçaram as suspeitas contra os parlamentares.

esposa de Carlos Jordy já divulgou um vídeo nas redes sociais negando as acusações. Até o momento, o deputado Sóstenes Cavalcante, que teve o dinheiro apreendido em sua residência no Rio de Janeiro, não se manifestou sobre as investigações.

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Fonte : CNN

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