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Uma forte erupção solar de classe X8.1 foi registrada entre o domingo (1º) e esta segunda-feira (2) e está relacionada ao atual pico do ciclo magnético do Sol, que ocorre a cada 11 anos. O fenômeno foi produzido pela região ativa de manchas solares identificada como AR4366, que tem cerca de 10 vezes o tamanho da Terra.

Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira, as manchas solares são áreas associadas a intensa atividade magnética.

“As manchas solares são regiões mais frias na superfície de estrelas em geral, que é causada por uma atividade magnética, então, existe um campo magnético mais intenso nessa região, que age como um acúmulo de energia e não permite que essa região esquente de certa forma”.

De acordo com o pesquisador, esse processo está diretamente ligado ao ciclo solar. “Isso está relacionado também ao ciclo magnético do sol e a gente sabe que esse ciclo é de 11 anos e a gente está atualmente passando por um máximo.

Imagem da Nasa mostra a região ativa 4366, mancha no Sol onde ocorreram as erupções • Nasa/SDO
Imagem da Nasa mostra a região ativa 4366, mancha no Sol onde ocorreram as erupções • Nasa/SDO

As erupções solares ocorrem quando essa energia acumulada é liberada de forma abrupta. Ainda segundo Gonçalves, eventos desse tipo são mais comuns durante o pico do ciclo solar.

A erupção X8.1 é considerada rara. Em relação aos impactos na Terra, o astrônomo explica que, até o momento, não há efeitos diretos. Mesmo assim, esse tipo de evento pode gerar consequências quando ocorre em alinhamento com o planeta.

Um comunicado do Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos (SWPC/NOAA) informou que a região 4366 voltou a produzir outras erupções solares nesta terça-feira (3).

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Segundo o órgão, a modelagem das ejeções de massa coronal indica que grande parte do material deve passar pela Terra ao norte e leste no fim do dia 5 de fevereiro, com possibilidade de impactos indiretos.

Foram cinco grandes explosões de classe X desde domingo (1º). O primeiro clarão foi classificado como X1.0. O segundo foi impressionante e classificado como X8.1. O terceiro como X2.8. O quarto clarão foi classificado como X1.6. O último foi de X1.5, nesta terça-feira (3) – veja abaixo.

Desde que a região da mancha surgiu em 30 de janeiro, foram 21 erupções de classe C, 38 de classe M e 5 de classe X. 

Veja a tabela abaixo:

  • Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
  • Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
  • Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
  • Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
  • Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências


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Fonte : CNN

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