Mais uma gigante erupção solar foi registrada pela Nasa nesta quarta-feira (4). Segundo observações, a intensidade chegou a X4.2, classificada como severa.
Até o momento, não foi identificada ejeção de massa coronal em direção à Terra ocasionada por essa erupção.
A erupção ocorreu numa “área de mancha” ativa no Sol identificada como AR4366.

Foi a sexta grande explosão de categoria X em apenas quatro dias nessa mancha. A classificação X é a mais severa, e o número indica a sua força – entenda mais abaixo.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mancha AR4366 tem aproximadamente 10 vezes o tamanho da Terra e segue ativa.
Conforme a Nasa, as erupções solares também podem afetar comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e representar riscos para os astronautas.
Erupções de classe X na área AR4366 emitidas pelo Sol entre domingo (1º) e hoje (4).
- X1.0
- X8.1
- X2.8
- X1.6
- X1.5
- X4.2
A maior destas erupções foi a X8.1, que segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos, foi acompanhada por ejeção de massa coronal, o que causará tempestade solar entre quinta (5) e sexta (6).

A tempestade geomagnética, no entanto, terá baixa intensidade e deve provocar algumas auroras boreais.
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O que é uma erupção solar
As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.
Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.
O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.
Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3…) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.
Veja a tabela abaixo:
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências
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Fonte : CNN