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As cotações futuras da soja fecharam em leve baixa nesta sexta-feira (13) na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo encerrou o dia cotado a US$ 12,2525 por bushel, com recuo de 0,16%.

Apesar da queda no pregão, o mercado acumulou alta semanal de 2,02%, após dias marcados por forte volatilidade nas cotações.

Segundo Matheus Pereira, da Pátria Agronegócios, o movimento desta sessão reflete uma correção técnica após a valorização registrada ao longo da semana.

O analista explica que parte da pressão veio da movimentação de produtores dos Estados Unidos, que aproveitaram os novos patamares de preços para intensificar as vendas.

Desde o início do conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irã, agricultores do Meio-Oeste norte-americano têm comercializado milho, soja e trigo armazenados em silos, direcionando a produção para usinas de etanol e grandes tradings, como Archer-Daniels-Midland e Bunge.

De acordo com a Reuters, a disparada recente nos preços dos grãos nos Estados Unidos desencadeou uma onda de vendas por parte de produtores que haviam estocado a safra passada diante das cotações mais baixas.

O mercado também monitora uma possível migração de área do milho para a soja nos Estados Unidos. Estudos do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) indicam que a rentabilidade da soja está cerca de 44% superior à do milho, impulsionada principalmente pelo aumento da demanda interna, especialmente da indústria.

Pereira ressalta ainda que, neste período do ano, é comum a China priorizar compras de soja brasileira em relação à norte-americana. No entanto, com os conflitos geopolíticos impactando os custos de frete, a soja do Brasil pode se tornar ainda mais competitiva no mercado internacional.

Para o curto prazo, a expectativa é de que o mercado continue volátil, acompanhando a evolução das tensões geopolíticas e seus impactos sobre os fluxos comerciais.

Milho

Os preços do milho encerraram o pregão em alta na Bolsa de Chicago. O contrato para maio avançou 1,03%, para US$ 4,6725 por bushel.

Segundo dados da TradingView, o suporte veio dos números de vendas externas divulgados na quinta-feira, que elevaram os compromissos de exportação do cereal para 66,513 milhões de toneladas no atual ano comercial, volume 32% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Esse montante representa 79% da projeção de exportações do USDA, próximo da média histórica de 80%. Já os embarques, que somam 41,74 milhões de toneladas, correspondem a 50% da projeção do órgão, acima da média de 43%.

Trigo

O trigo também fechou em alta em Chicago. O contrato para maio subiu 2,55%, para US$ 6,1375 por bushel.

O mercado encontrou suporte em compras especulativas no final da semana e nas preocupações com as condições climáticas nas planícies produtoras dos Estados Unidos.

De acordo com a Agrinvest, o movimento também reflete cobertura de posições vendidas diante do agravamento das tensões no Oriente Médio. A valorização do petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril, contribuiu para sustentar as cotações.

Nas últimas semanas, o trigo tem registrado ganhos relevantes, impulsionados principalmente por fatores externos, como a volatilidade no mercado de energia e o aumento das tensões geopolíticas na região.

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Fonte : CNN

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