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O síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza, foram transferidos para Caldas Novas, na região sul de Goiás. Ele e seu filho, também suspeito no caso, estavam presos em Goiânia desde o dia 28 de janeiro.

A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (13) pela defesa dos investigados à CNN Brasil.

O corpo de Daiane foi encontrado no mesmo dia da prisão dos suspeitos, após passar mais de um mês desaparecida. De acordo com as investigações, o síndico teria a matado no subsolo do condomínio em que ela morava e a abandonado em uma área de mata.

Segundo a Polícia Técnico Científica, o corpo da corretora passou por exame de DNA e chegou ao IML em estado avançado de decomposição. Além disso, uma bala foi encontrada alojada na cabeça dela.

Cléber responderá pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Já Maicon, suspeito de envolvimento no crime, poderá responder por obstrução da investigação — e pelos mesmos crimes que o pai.

A polícia acredita que o filho, na intenção de ajudar o pai, contribuiu para dificultar as provas da investigação, como a substituição de celular e outras ações para atrapalhar os agentes.

Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirmou que “voltará a se manifestar a respeito das atualizações do Caso Daiane quando da conclusão do inquérito”.

Relembre o caso

Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 após descer até o subsolo do prédio para verificar um problem de corte de energia ocorrido em seu apartamento.

Durante as investigações, a Polícia descartou a possibilidade de desaparecimento e começou a investigar como homicídio.

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, suspeito de auxiliar na obstrução de provas para dificultar as investigações, foram presos no âmbito do inquérito que apura a morte da corretora.

De acordo com a polícia, o síndico chegou a colaborar com as investigações e indicou aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado. Embora a confissão não tenha sido feita em depoimento formal, na prática, a polícia já considera esse gesto como uma admissão de envolvimento no crime.

A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía “meios, modos e motivos” para o crime, fundamentados em um histórico de perseguição e nos 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver.

Dinâmica do crime

Segundo a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima filmava os relógios de energia.

A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos: Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.

A análise da polícia indica que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. A única imagem do suspeito registrada naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos às escadas não eram cobertos por câmeras de monitoramento.

O condomínio possuía apenas dez câmeras de segurança, e, segundo a investigação, o síndico teria utilizado as escadas para sair com o corpo dela para evitar ser filmado.

 

Velório e sepultamento da vítima

O corpo da corretora foi liberado no último dia 3 de janeiro, após passar por necrópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Daiane foi sepultada e velada no dia seguinte (4), em Uberlândia, Minas Gerais, onde reside parte de seus familiares.

Além disso, a família e os amigos organizaram uma homenagem em sua despedida.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Fonte : CNN

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