O mercado imobiliário fechou o quarto trimestre de 2025 registrando recordes e estima ter um cenário “mais favorável” neste ano, diante da expectativa na queda de juros e na melhora das condições de crédito, segundo projeção da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgada nesta segunda-feira (23).
Dentre os destaques, o levantamento mostrou crescimento de 18,6% em relação ao trimestre anterior, com o lançamento de 133.811 novas unidades. No acumulado anual, o aumento foi de 10,6%, com 453.005 unidades.
“O MCMV se consolidou como importante pilar do mercado. O programa ampliou participação nos principais mercados do país, chegando a responder por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025”, afirmou o vice-presidente de Indústria Imobiliária, Ely Wertheim.
Já o VLG (valor geral de lançamento) registrado no último ano foi de R$ 292,3 bilhões, 10,6% superior ao registrado em 2024. Os dados trimestrais e o anual de lançamentos representam recordes para o setor, assim como o valor geral registrado.
Ainda segundo a CBIC, houve aumento de 5,4% no volume das vendas e de 6,2% na oferta final das unidades, em sua maioria apartamentos (48%), considerando os dados fechados de 2024 e 2025.
Os dados compõem a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, iniciativa da CBIC, elaborados pela CII/CBIC (Comissão da Indústria Imobiliária) em correalização com o SesiNacional e parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
“O mercado imobiliário brasileiro mostrou toda a sua robustez em 2025. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, mostrando que o déficit habitacional ainda persiste, que o brasileiro está em busca constante pela realização do sonho de ter sua casa própria”, afirmou o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho.
Das cinco regiões brasileiras, o Sudeste correspondeu à grande parte da alta anual das unidades lançadas, com crescimento de 15,1%. Somente no último trimestre, foram 109.439 unidades vendidas, com um valor que ultrapassa os R$ 67 bilhões.
Para 2026, a projeção é de que a demanda potencial deve permanecer elevada, a partir de expectativas positivas em relação a situação fiscal e econômica.
“Nesse contexto, a própria meta do governo de alcançar 3 milhões de unidades contratadas no MCMV até o final do ano sinaliza um ritmo forte de contratações e reforça a sustentação da demanda, especialmente com a garantia de orçamento do FGTS”, afirmou o presidente-executivo da CBIC.
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Fonte : CNN