Os servidores do BC (Banco Central) que, segundo relatório da PF (Polícia Federal), atuavam junto ao Banco Master, vão usar tornozeleira eletrônica. Os quadros são Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Bellini Santana, ex-chefe do departamento de supervisão bancária.
Enquanto as apurações avançam, os servidores estão ainda proibidos de ter contato com outras testemunhas e investigados pela PF, de acessar as dependências do BC e de deixar o país, entregando seus passaportes para os policiais em até 48 horas.
Além disso, Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana não podem exercer seus atuais cargos na instituição. Os servidores já tinham sido afastados administrativamente pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e agora ficam impedidos judicialmente.
O relatório descreve que Paulo Sérgio seria um “consultor informal” de Vorcaro, atuando em favor do banqueiro em assuntos relacionados ao BC. Em contrapartida, o servidor da autoridade monetária teria recebido vantagens indevidas.
Como parte de sua “consultoria”, segundo a PF, Paulo Sérgio revisava minutas de documentos e comunicações institucionais elaboradas pelo Banco Master e destinadas ao próprio Banco Central, sugerindo alterações e ajustes antes da formalização dos documentos perante a autarquia supervisora.
Em uma das vantagens recebidas pelo servidor, Vorcaro teria usado contratos simulados de prestação de serviços, por intermédio de empresa de consultoria, de maneira a justificar transferências financeiras efetuadas em favor de Paulo Sérgio e de Bellini Santana.
Além disso, há registros de mensagens de Whatsapp em que Vorcaro toma ciência de uma viagem que o servidor do Banco Central faria às partes da Disney e Universal. A um interlocutor, o dono do Master diz que precisaria “arrumar um guia para essas pessoas”. E em seguida, aciona pessoa específica para providenciar o serviço, segundo as investigações da PF.
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Fonte : CNN