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Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente.

Os objetos foram detectados nos primeiros 2 bilhões de anos após o Big Bang e se tornaram uma das descobertas mais intrigantes do telescópio. No início, pesquisadores sugeriram que poderiam ser núcleos galácticos ativos — grandes galáxias alimentadas por buracos negros supermassivos em rápida atividade.

No entanto, as evidências não confirmaram essa hipótese. Os pontos são extremamente compactos, menores do que o esperado para galáxias típicas. Além disso, não apresentam emissão clara de raios X, principal sinal de buracos negros ativos. Os espectros também mostram apenas hidrogênio e hélio, sem linhas fortes de metais, indicando que o material ao redor é quimicamente primitivo.

Diante disso, os pesquisadores Devesh Nandal e Avi Loeb, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, propuseram outra explicação: esses objetos podem ser estrelas supermassivas registrados pouco antes de colapsarem e se transformarem em buracos negros.

Segundo os cientistas, modelos teóricos mostram que estrelas desse tipo poderiam produzir exatamente as características observadas pelo Webb. Se confirmada, a descoberta indicaria que os astrônomos estão vendo algumas das primeiras estrelas já formadas no Universo.

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O estudo foi publicado em 5 de fevereiro na revista The Astrophysical Journal.

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Fonte : CNN

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