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O Benfica volta a campo nesta segunda-feira (2), diante do Gil Vicente, em jogo válido pelo Campeonato Português, no primeiro compromisso desde a eliminação na Champions League.

Ainda assim, o foco da coletiva que antecedeu a partida acabou novamente direcionado à acusação de racismo feita pelo brasileiro Vinicius Júnior contra Prestianni.

O técnico José Mourinho, comandante do Benfica, citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos ao abordar o episódio envolvendo o jogador argentino.

“Amo o Álvaro [Arbeloa] e vou continuar a amá-lo, mas acho que quem tomou a posição correta fui eu, e não ele“, começou o português.

“Mencionei isso na conferência de imprensa em que fui confrontado com as declarações do Álvaro e de um jogador, na acusação ao Prestianni e na defesa do jogador do Real. E em que eu disse ‘quero ser equilibrado, nem defender o meu nem atacar o outro’. Inclusive, utilizei anteriormente a terminologia ‘não quero vestir nem a camisa vermelha, do Benfica, ou branca, do Real’. Quero ser imparcial num caso que eventualmente poderá ser de grande gravidade. Aquilo que eu disse para perderem 10 minutinhos a lerem a declaração universal dos direitos humanos refere-se exatamente à presunção de inocência. E quando digo que enquanto cidadão, sou completamente uma pessoa que repudia qualquer tipo de discriminação, preconceito, ignorância ou idiotice”, disse o treinador.

Logo após o episódio de racismo, Mourinho afirmou que Vinicius teria incitado a torcida com suas comemorações e declarou que o clube não poderia ser racista porque o maior jogador da história do Benfica, Eusebio, era negro.

O treinador, então, foi criticado pela imprensa internacional e por outras figuras do esporte por minimizar a denúncia de feita pelo atacante do Real Madrid.

Mourinho também reforçou que não abre mão de seus princípios e deixou claro que eventuais consequências dependerão da conclusão do caso.

“Se o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus e os do Benfica, a sua carreira com um treinador que se chama José Mourinho ou num clube que se chama Sport Lisboa e Benfica chega ao fim. Não é que eu seja um letrado, mas também não sou um ignorante. Presunção de inocência é um direito humano, ou não? Infelizmente, a Uefa, para afastar o jogador do jogo, descobriu o artigo 426.328 que estava lá escondido […] se o jogador for efetivamente culpado, não vou voltar a olhar para ele da mesma maneira como tenho feito e comigo acabou. Mas tenho que pôr muitos “ses” à frente”, finalizou.

Relembre o caso

O episódio ocorreu após o brasileiro anotar um gol pelo time merengue, aos quatro minutos do segundo tempo. Durante a comemoração, que gerou revolta no banco do Benfica, Prestianni se aproximou de Vini Jr. e disse algo com a boca coberta pela camisa.

O camisa 7 afirma que, neste momento, foi chamado de “macaco” pelo meia do clube português. A acusação foi reforçada pelo relato do companheiro de equipe Kylian Mbappé, que assegurou ter ouvido o adversário usar o termo racista cinco vezes.

Na sequência, o brasileiro alertou o árbitro François Letexier, e o protocolo antirracismo foi acionado. A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos.

A interrupção gerou discussão entre atletas das duas equipes. Em meio ao tumulto, Vini Jr. precisou ser contido por José Mourinho, técnico do Benfica.

Posteriormente, a Uefa anunciou a suspensão provisória do argentino, que ficou de fora da vitória do Real Madrid sobre o Benfica na Champions League.

A decisão foi tomada pelo Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade que comanda o futebol europeu.

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Fonte : CNN

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