© Luiza Frazão/MS

O Ministério da Saúde anunciou a criação de uma rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes, marcando uma nova era de medicina de alta precisão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito em Brasília, na terça-feira (18), e visa modernizar o atendimento através da integração de tecnologia avançada, alta especialização e cooperação internacional.

A iniciativa centraliza-se na implantação de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas, operando de forma interligada nas cinco regiões do país. Adicionalmente, está prevista a construção do Instituto Tecnológico de Emergência no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), que será o primeiro hospital inteligente do Brasil.

Além disso, oito outras unidades hospitalares passarão por modernização, com a colaboração de universidades e secretarias de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, este movimento representa uma transformação na inovação para o SUS e para a saúde no país. O ministro da Saúde enfatizou que a iniciativa não se limita à construção ou modernização de hospitais e UTIs, mas envolve um processo de incorporação tecnológica e parcerias de transferência tecnológica.

A rede faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, que busca expandir o atendimento especializado na rede pública. Dados indicam que a utilização de tecnologias como inteligência artificial e big data tem o potencial de reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência, além de agilizar e tornar mais precisos o diagnóstico e a assistência especializada.

As 14 UTIs inteligentes estarão interligadas em hospitais selecionados em conjunto pelo Ministério da Saúde e gestores de 13 estados, abrangendo as cidades de Manaus, Dourados (MS), Belém, Teresina, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

O ministério esclareceu que os serviços serão totalmente digitais, com monitoramento contínuo e integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravamentos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e facilitará a troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões, estando também conectadas a uma central de pesquisa e inovação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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