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O presidente do São Paulo Futebol Clube, Harry Massis Jr., foi informado nos últimos dias sobre uma denúncia envolvendo sua filha, Christina Massis. O caso chegou a integrantes do grupo de conselheiros mais influentes do clube e motivou a convocação de uma reunião emergencial do Conselho Consultivo nesta quinta-feira (20), às 15h, em São Paulo.

As informações foram publicadas inicialmente pela coluna de Pedro Lopes, no UOL.

Segundo o relato, a denúncia trata de uma suposta revenda de ingressos para um show realizado no estádio do Morumbis, em 2024. O valor envolvido seria de pouco mais de R$ 3 mil. Os detalhes do caso estão sendo mantidos sob sigilo.

Em declaração à coluna, Massis afirmou que foi procurado pela própria filha e que não compactua com a conduta relatada. O dirigente disse que pedirá o encaminhamento do caso à comissão de ética do clube para apuração formal.

“Há mais ou menos uma semana, recebi com surpresa e indignação o relato da minha filha Christina sobre a revenda de ingressos de show. Não compactuo com a lamentável atitude dela e defendo que a comissão de ética do clube aprofunde as apurações sobre o caso”, declarou.

O presidente acrescentou que não fará distinção pelo vínculo familiar. “Não tenho compromisso com erro ou malfeito de nenhuma ordem. Pouco importa se a pessoa em questão tem meu sangue ou não. A Christina é maior de idade, tem seu próprio CPF e deve responder pelos seus atos. Durante minha gestão, minha maior missão é ter tolerância zero com qualquer atitude eticamente reprovável. Isso vale para todos, até para minha filha”, afirmou.

Massis também disse ter sido alvo de tentativa de chantagem relacionada ao episódio, sem citar nomes. Segundo ele, a intenção seria pressioná-lo a interromper mudanças administrativas em curso no clube.

“Reafirmo que só soube do caso há poucos dias e que fui também chantageado para que o caso não viesse à tona. Mas aparentemente não me conhecem. Aqui tem um homem íntegro, que tem como único intuito passar o São Paulo Futebol Clube a limpo, custe o que custar e doa a quem doer”, declarou.

A reunião do Conselho Consultivo do São Paulo foi convocada em caráter de urgência pelo presidente do órgão, Ives Gandra da Silva Martins. O ex-presidente Julio Casares confirmou presença. Houve pedidos de adiamento por parte de conselheiros, mas a avaliação foi de que o tema exigia tratamento imediato.

O Conselho Consultivo tem caráter opinativo e não possui poder deliberativo para aplicar punições. Eventuais medidas caberiam às instâncias competentes do clube, como a comissão de ética.

A CNN entrou em contato com dirigentes do São Paulo para obter um posicionamento oficial adicional sobre o caso, mas ainda não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

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Fonte : CNN

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