O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta terça-feira (3) que Moscou ainda não viu nenhuma evidência de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, enquanto os Estados Unidos e Israel prosseguem com ataques.
O presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou várias razões para entrar em guerra com o Irã. Na segunda-feira (2), em seus comentários públicos mais extensos até o momento, ele disse que ordenou o ataque para impedir os programas nucleares e de mísseis balísticos de Teerã.
Lavrov afirmou ao ministro das Relações Exteriores de Brunei durante conversas em Moscou: “Ainda não vemos evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que era a principal, se não a única, justificativa para a guerra”.
Ele disse que as consequências do ataque ao Irã estavam sendo sentidas em toda a região e que os países árabes estavam arcando com os custos econômicos e sofrendo baixas.
O ministro reiterou o apelo da Rússia para a cessação imediata das hostilidades por todas as partes: Como primeiro passo incondicional, precisamos fazer todo o possível para impedir quaisquer ações que resultem em baixas civis.
Ele apontou para o bombardeio de uma escola relatado no Irã.
A mídia estatal iraniana acusou Israel e os EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que as forças norte-americanas não atacariam deliberadamente uma escola.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
*Com informações da CNN Internacional
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Fonte : CNN