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O Comitê de Investigação da Rússia acusou a inteligência ucraniana de estar por trás da tentativa de assassinato de um general russo em Moscou na sexta-feira (6) e afirma que o suposto autor foi preso em Dubai após fugir de Moscou.

Um outro suspeito, descrito como cúmplice, também foi detido, informou o Comitê. Outro suspeito de ser cúmplice fugiu para a Ucrânia.

O Comitê de Investigação identificou o suposto agressor como um homem de cerca de 65 anos, nascido na região de Ternopil, na Ucrânia. Ele teria chegado à Rússia em dezembro “sob instruções dos serviços especiais de Kiev”, segundo o comitê.

Na madrugada de sexta-feira (6), um agressor disparou vários tiros contra o tenente-general Vladimir Alekseyev em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, em Moscou, e fugiu do local.

Alekseyev recuperou a consciência após a cirurgia, informou a agência TASS neste sábado (7). “Os médicos afirmam, com cautela, que sua vida não corre perigo”, acrescentou a agência, citando fontes médicas.

O Comitê de Investigação afirmou que uma pistola Makarov com silenciador foi encontrada no local.

O  FSB (serviço de segurança russo) afirmou no domingo (8) que, imediatamente após o tiroteio, o suspeito embarcou em um voo de Moscou para Dubai, onde foi detido e posteriormente devolvido à Rússia.

O Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e agradeceu-lhe pela ajuda na captura do suspeito.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse à Reuters na sexta-feira (6) que Kiev não teve nada a ver com o ataque.

Alekseyev, de 64 anos, é o primeiro vice-chefe da Diretoria Principal do GRU (Inteligência da Rússia).

Em 2023, Alekseyev foi enviado pelos militares russos para negociar com Yevgeny Prigozhin, fundador do grupo mercenário Wagner, durante o motim do grupo. Na época, ele classificou as ações de Prigozhin como um golpe de Estado e também como “uma punhalada nas costas do país e do presidente”.

Ele foi um dos vários oficiais do GRU sancionados pelos Estados Unidos em 2016 por ampla atividade cibernética maliciosa direcionada a minar os processos democráticos dos EUA.

Ele também foi alvo de sanções da União Europeia em janeiro de 2019, após um ataque com agente nervoso em Salisbury, Inglaterra, que o governo britânico afirmou ter sido realizado por agentes do GRU para envenenar um ex-espião russo. As sanções da UE descrevem Alekseyev como “responsável pela posse, transporte e uso em Salisbury… do agente nervoso tóxico ‘Novichok’ por oficiais do GRU”, juntamente com o chefe da inteligência militar russa, Igor Kostyukov, que também foi alvo de sanções.

O ataque contra Alekseyev é o mais recente direcionado a figuras importantes das forças armadas e dos serviços de segurança russos.

Em dezembro, um general russo foi morto num atentado com carro-bomba em Moscou, e as autoridades também apontaram o dedo para a Ucrânia.

O tenente-general Fanil Sarvarov, que chefiava o departamento de treinamento operacional das forças armadas, morreu após a explosão de um dispositivo instalado sob o chassi de um carro, informou o Comitê de Investigação da Rússia.

O homem de 56 anos já havia “executado tarefas de organização e condução de uma operação na Síria”, quando as forças russas apoiavam o regime de Assad, informou a agência TASS.

Outros oficiais russos de alta patente mortos em Moscou incluem o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do departamento operacional principal do Estado-Maior, que foi vítima de um atentado com carro-bomba perto de Moscou em abril do ano passado.

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Fonte : CNN

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