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A Rússia está ajudando o Irã com táticas avançadas de drones, usadas em sua guerra na Ucrânia, para atingir alvos dos Estados Unidos e de países do Golfo, segundo um funcionário de inteligência ocidental.

Os drones Shahed, projetados pelo Irã e produzidos em massa pela Rússia para uso na Ucrânia, têm sido surpreendentemente eficazes em penetrar as defesas aéreas de países do Golfo.

Até agora, o compartilhamento de inteligência russo com o Irã era considerado ajuda geral com mira e planejamento, mas o fornecimento de orientações táticas específicas representa um nível mais avançado de apoio.

“O que antes era um suporte mais geral agora é preocupante, incluindo estratégias de ataque com drones usadas pela Rússia na Ucrânia”, disse o oficial, que pediu anonimato por se tratar de informações sensíveis.

Ele não detalhou exatamente o tipo de ajuda tática, mas explicou que a Rússia costuma usar os Shahed em ondas, com múltiplos drones voando juntos e mudando de rota para escapar das defesas aéreas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (11), no X, que “a Rússia começou a apoiar o regime iraniano com drones. Isso também deve incluir mísseis e sistemas de defesa aérea”.

O governo de Kiev enviou especialistas em interceptação de drones para a região do Golfo para compartilhar técnicas ucranianas contra os Shahed, que custam cerca de US$ 30 mil cada (aproximadamente R$ 150 mil cada)..

A Ucrânia também desenvolveu pequenos interceptores que podem ser produzidos rapidamente.

Sobre a ameaça mais ampla na região, o oficial disse estar “realmente preocupado” com o uso de minas pelo Irã no Estreito de Ormuz, além de ataques com drones marítimos e embarcações simples, como barcos de pesca.

O Irã afirmou ter atingido o navio USS Abraham Lincoln no início da guerra, mas os EUA negaram. “O Lincoln não foi atingido”, disse o Comando Central dos EUA (CENTCOM) no X. “Os mísseis lançados nem chegaram perto.”

O oficial também afirmou que o apoio da China ao Irã é “preocupante”, mas não deu mais detalhes.

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Fonte : CNN

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