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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga dois novos casos de estupro envolvendo alguns dos jovens que se tornaram réus pelo crime coletivo ocorrido em Copacabana. De acordo com a 12ª DP, pelo menos uma nova vítima já identificou formalmente dois dos envolvidos por meio de fotos divulgadas pelo Disque Denúncia.

O modus operandi relatado nas novas ocorrências é semelhante ao registrado em 31 de janeiro.

As vítimas seriam atraídas para apartamentos sob falsos pretextos, onde eram surpreendidas por outros homens e obrigadas a manter relações sexuais com todos.

Novos casos e identificação das vítimas

Um dos crimes sob investigação teria ocorrido em agosto de 2023, quando a vítima tinha 16 anos.

Segundo o inquérito, a jovem foi atraída para um imóvel pelo mesmo adolescente de 17 anos apontado como mentor do caso de Copacabana.

Ao chegar ao local, ela foi submetida a violência sexual praticada por um grupo que incluía Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, preso nesta terça-feira (3).

De acordo com o delegado titular do 12º DP (Copacabana) Ângelo Lages, a investigação busca agora qualificar um terceiro participante deste evento específico.

Para os investigadores, a repetição do método de emboscada planejada reforça os indícios de premeditação e a vontade comum do grupo em participar dos crimes.

A Polícia Civil do Rio não informou detalhes sobre o outro caso investigado.

Segundo a investigação, entre uma das novas denunciantes está uma vítima que é filha de uma delegada de polícia.

Situação jurídica e prisões

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público, tornando réus os quatro adultos investigados: Mattheus Verissimo, João Gabriel Xavier Bertho, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin.

Até o momento, Mattheus e João Gabriel estão presos, enquanto Bruno Felipe e Vitor Hugo permanecem foragidos.

O mentor do crime que é adolescente, e ex-namorado da vítima de Copacabana, responderá por ato infracional conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A pena para os adultos pode variar de 8 a 12 anos de reclusão, com agravantes pelo concurso de pessoas e pela idade da vítima.

A defesa de João Gabriel nega as acusações e afirma que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto.

CNN Brasil tenta contato com a defesa dos demais citados por envolvimento no crime.

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Fonte : CNN

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