Café (Foto: Reuters)

Uma significativa mudança no cenário comercial entre Brasil e Estados Unidos promete aquecer as exportações brasileiras. A recente decisão de remover a tarifa de 40% imposta pelos EUA sobre produtos agrícolas beneficiará diretamente 249 itens agropecuários do Brasil.

O levantamento, que cruzou dados da Tabela Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos (HTSUS) com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) presentes no Agrostat, revela um impacto abrangente na pauta de exportações. Inicialmente, em julho, apenas oito NCMs de produtos agropecuários haviam sido contemplados com a isenção da sobretaxa.

Com as novas ordens executivas, um total de 257 itens ficam isentos da tarifa adicional de 40% e da alíquota recíproca de 10%. Isso significa que esses produtos estarão sujeitos apenas às alíquotas específicas que vigoravam antes do aumento tarifário.

A medida, anunciada pelo governo americano, retira a sobretaxa de itens chave para o setor exportador brasileiro, como café, carne bovina e diversas frutas, incluindo abacaxi, açaí e banana, além de cortes de madeira.

Segundo informações do Ministério da Agricultura, a Casa Branca confirmou a isenção da tarifa adicional de 40% sobre uma variedade de produtos agropecuários brasileiros, como carne bovina, café, açaí, manga, cacau e outros.

A decisão é retroativa, o que significa que todas as mercadorias retiradas de armazéns para consumo a partir de 13 de novembro estarão isentas. A medida segue a retirada da taxa recíproca de 10% sobre produtos agrícolas, ocorrida há uma semana. Com isso, importantes produtos agrícolas brasileiros estão isentos de taxas adicionais desde então.

Anteriormente, o agronegócio brasileiro era um dos setores mais afetados pelo tarifaço americano, com a maioria dos produtos excluídos da primeira lista de isenções. Café e carnes registraram uma queda expressiva nos embarques para os EUA a partir de agosto.

A expectativa é de que a medida impulsione a retomada das exportações de produtos agropecuários para o mercado americano. A isenção possibilita o retorno das exportações de diversos produtos brasileiros ao mercado americano em condições competitivas, além de garantir aos consumidores americanos o acesso a produtos de qualidade, sanidade e competitividade.

Fonte: www.infomoney.com.br

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