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A marca de moda brasileira Renner anunciou, nesta sexta-feira (13), o recolhimento da camiseta “Regret Nothing” de suas lojas físicas e canais digitais. A peça passou a ser alvo de polêmica após ser utilizada por Vitor Hugo de Oliveira Simonin, de 19 anos, ao se apresentar na Delegacia de Copacabana (RJ) para prestar depoimento sobre sua participação no estupro coletivo cometido contra uma adolescente.

A expressão pode ser traduzida como “Não se arrependa de nada”. A frase é frequentemente associada a grupos misóginos que propagam discursos de ódio contra mulheres na internet.

Os chamados “red pillsestão entre os mais conhecidos nesse ambiente virtual, onde ideologias machistas são disseminadas sob a justificativa de um suposto “despertar para a realidade”, em referência ao filme Matrix (1999).

Em resposta à CNN Brasil, a marca afirmou que o processo criativo da peça “não tem qualquer relação com o movimento” e que a companhia “repudia qualquer forma de violência”.

A empresa repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva e reafirma seu compromisso com seus valores e princípios institucionais. Informa, ainda, que o processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas.

Renner em comunicado

Entenda o caso

Vitor Hugo, de 19 anos, é apontado como um dos participantes do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele era estudante do Colégio Pedro II, instituição que já iniciou procedimentos para o seu desligamento.

O apartamento onde o crime teria ocorrido pertence à família de Vitor Hugo, embora o local não fosse utilizado como residência habitual.

O jovem é filho do advogado José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo de subsecretário de Governança do governo do Rio de Janeiro após o caso vir à tona.

Ele foi reconhecido formalmente pela vítima por meio de imagens de câmeras de monitoramento.

De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª DP, Vitor Hugo Simonin teria tido papel direto na execução da “emboscada planejada”. Ao se apresentar na delegacia, ele entrou de cabeça erguida, vestindo uma blusa preta com a frase “não me arrependo de nada” e um boné.

Posição da defesa

A defesa de Vitor Hugo declarou à imprensa que o jovem nega envolvimento no crime, mas confirmou que ele estava no apartamento onde o episódio teria ocorrido. O advogado afirmou ainda que o cliente não foi ouvido durante a fase de investigação.

O defensor acrescentou que tomou conhecimento, nesta semana, de uma outra denúncia relacionada ao jovem, mas afirmou ainda não ter acesso ao conteúdo do material.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Fonte : CNN

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