Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4).
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a nova prisão do empresário em nova fase da operação Compilance Zero, que apura suspeitas de fraude na instituição financeira. A prisão foi cumprida pela PF (Polícia Federal), em São Paulo.
Nascido em 1983, em Belo Horizonte, Vorcaro ganhou projeção no mercado financeiro através do Banco Master. O negócio surgiu após a conclusão da aquisição do antigo Banco Máxima por Vorcaro. O processo foi finalizado em 2021, com a mudança societária e operacional, além de uma capitalização de R$ 400 milhões.
A projeção nacional do banqueiro veio através do anúncio da compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília), no início de 2025.
Após a prisão desta quarta-feira, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou que o empresário tenha obstruído as investigações relacionadas à instituição financeira.
Caso Master
O Banco Master foi liquidado pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025, após uma série de irregularidades financeiras que culminaram na prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro. A instituição estava no centro de uma complexa teia de fraudes que envolveu diversos setores e entidades.
A principal razão para a liquidação do banco foi a comercialização de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com taxas de retorno impraticáveis, chegando a 140% do CDI. Esses produtos financeiros geraram desconfiança no mercado, pois o banco não conseguia honrar seus compromissos nos vencimentos dos investimentos.
A liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no âmbito da operação, um dia antes da decisão do BC, em 17 de novembro.
Porém, em menos de duas semanas, Vorcaro foi solto com tornozeleira eletrônica após a sua prisão preventiva ter sido revogada pelo TRF (Tribunal Regional Federal).
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Fonte : CNN