A quebra de sigilo do filho de Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aprovada recentemente em investigação sobre possíveis fraudes no INSS, recolocou a pauta anticorrupção no centro do debate político brasileiro em ano eleitoral, conforme apuração de Jussara Soares no CNN Prime Time.
Mesmo diante apenas de suspeitas e sem comprovação de delitos, a menção ao filho de Lula como suposto “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS“, em esquema de descontos irregulares em pensões e aposentadorias, já causa desgaste ao governo e preocupa o PT (Partido dos Trabalhadores).
O caso tem especial relevância política porque devolve à oposição uma bandeira que havia perdido força nos últimos anos. Após denúncias envolvendo a família Bolsonaro, como a investigação sobre “rachadinha” no gabinete do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e o caso das joias sauditas, a oposição estava relativamente acuada em relação ao tema da corrupção.
Tema sensível para o PT
A questão da corrupção é historicamente delicada para o PT, que carrega o peso de episódios como o Mensalão e a Lava Jato, ocorridos durante governos anteriores do partido. Havia uma expectativa interna de que, neste novo momento, o partido e Lula pudessem encampar melhor o discurso contra a corrupção, estratégia que agora precisará ser recalculada.
Vale lembrar que o caso da “rachadinha” envolvendo Flávio Bolsonaro acabou não avançando após decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal). Já o caso das joias sauditas, embora tenha resultado em denúncia pela PGR em 2024 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda não teve desfecho na justiça, com especulações de que poderia até ser arquivado.
Em ano eleitoral, é comumente que casos do passado sejam revisitados por todos os lados do espectro político. A situação de Lulinha adiciona mais um elemento nesse cenário já complexo, onde as acusações de corrupção são frequentemente utilizadas como munição nas disputas eleitorais.
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Fonte : CNN