O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), criticou a antiga gestão de Jair Bolsonaro (PL) e o atual governador do estado fluminense, Cláudio Castro, em inauguração de novo setor do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro.
As declarações ocorreram em diversos momentos durante o evento desta sexta-feira (13), em um dos últimos atos antes de deixar o cargo na prefeitura. Anteriormente, ele afirmou que deixaria a gestão em 20 de março para concorrer ao cargo de governador.
Paes criticou a gestão de Bolsonaro na saúde no período no qual esteve na Presidência da República, afirmando que o hospital estava abandonado na época.
“Comecei meu terceiro mandato, ainda no governo do ex-presidente de Jair Bolsonaro, em 2021, e era para mim uma frustração permanente ver o que acontecia [nos hospitais] Cardoso Fontes, no hospital do Andaraí, no hospital do Bonsucesso”, pontuou.
“Estava tudo destruído”, completou ele sobre a situação do hospital.
A gestão de Castro também entrou na mira de Paes, mesmo sem mencionar seu nome diretamente. O prefeito criticou a operação da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) que prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD) na semana passada, na qual ele foi acusado de ter ligações com o CV (Comando Vermelho).
O prefeito do Rio entendeu que a prisão de Salvino ocorreu pelo fato de o vereador ser um de seus aliados. Além disso, chamou integrantes do governo de Castro de “covardes”.
“Já dei o recado para esses covardes: quem vai enfrentá-los sou eu. Se eles têm algum objetivo de me alcançar, que me investiguem, que me ataquem”, disparou.
Em outra ocasião, enquanto elogiava a atuação de Lula na presidência, Paes disse que trabalhará para tirar “essa corja de covardes que está no governo do estado do Rio de Janeiro”.
“Vou enfrentar esses vagabundos todos que usam o estado para fazer maldade com as pessoas trabalhadoras e sérias”, completou.
A CNN procurou o governo do estado do Rio de Janeiro para um posicionamento sobre as declarações. O espaço está aberto.
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Fonte : CNN