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O futebol africano ainda enfrenta problemas de confiança e questionamentos sobre sua integridade, afirmou o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, após o Senegal perder o título da Copa Africana de Nações.

Motsepe, no entanto, defendeu a decisão do Conselho de Apelação da entidade, que concedeu o título ao Marrocos ao acatar o protesto relacionado ao resultado da final disputada em 18 de janeiro.

O Senegal havia vencido por 1 a 0 em Rabat, mas deixou o campo por 14 minutos no fim do tempo regulamentar em protesto contra um pênalti marcado para os anfitriões. A equipe retornou e garantiu a vitória na prorrogação.

Embora o protesto inicial do Marrocos tenha sido rejeitado pelo Comitê Disciplinar, o Conselho de Apelação entendeu que o Senegal violou o regulamento ao abandonar o campo, decisão que resultou na entrega do título aos marroquinos.

Legado histórico de suspeitas e desconfiança

“Já manifestei minha extrema decepção com os incidentes ocorridos na final”, disse Motsepe em comunicado por vídeo divulgado nesta quarta-feira (18).

“Isso prejudica o trabalho que a CAF vem fazendo há muitos anos para garantir integridade, respeito, ética, governança e credibilidade nos resultados das partidas.”

O dirigente afirmou que o futebol africano ainda convive com suspeitas e desconfiança, classificando o problema como um legado histórico. Segundo ele, uma das prioridades desde que assumiu foi garantir imparcialidade e independência na arbitragem.

Presidente da CAF defende comitês

Motsepe destacou que tanto o Comitê Disciplinar quanto o de Apelação são independentes e formados por profissionais do direito escolhidos com apoio das federações filiadas.

“É importante que as decisões desses órgãos sejam vistas com respeito e integridade”, afirmou. “Sua composição inclui alguns dos advogados e juízes mais respeitados do continente.”

Apesar disso, ele reconheceu que a percepção pública ainda é um desafio. “Ainda teremos de lidar com preocupações sobre integridade. É uma questão contínua”, acrescentou.

Motsepe nega favorecimento ao Marrocos

Eleito presidente da CAF em 2021 e reeleito no ano passado, Motsepe garantiu que a entidade está comprometida com o fair play e negou qualquer favorecimento ao Marrocos, alvo de críticas por suposta influência excessiva.

Segundo o dirigente, o Senegal deve recorrer da decisão, o que considerou um direito fundamental de todas as 54 federações nacionais do continente.

“Um fator essencial é que nenhum país africano será tratado de forma mais favorável ou vantajosa do que outro”, concluiu o dirigente sul-africano.

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Fonte : CNN

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