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Os prédios no Irã não possuem estruturas de proteção adequadas contra bombardeios, deixando a população em situação de extrema vulnerabilidade diante dos ataques aéreos que atingem o país. A afirmação é de André Veras Guimarães, embaixador do Brasil no Irã, que concedeu entrevista ao Bastidores CNN desta segunda-feira (2). Ele detalhou as condições de segurança precárias enfrentadas tanto por estrangeiros quanto por iranianos.

Guimarães descreveu a situação atual como uma “loteria”, onde ninguém sabe quais edifícios serão alvos dos próximos ataques. “É muito arriscado, porque ninguém sabe onde, em quais edifícios e quais estruturas serão atacadas”, explicou o diplomata, ressaltando que mesmo construções distantes dos alvos diretos sofrem com o deslocamento de ar e os estilhaços provenientes das explosões.

Ausência de sistemas de proteção e alerta

Um dos problemas mais graves apontados pelo embaixador é a falta de estruturas subterrâneas na maioria das residências. “Os prédios aqui não têm estrutura de proteção das famílias”, alertou. Segundo ele, embora algumas casas possam ter espaços como garagens que funcionam como abrigos improvisados, a grande maioria da população não tem acesso a locais seguros durante os bombardeios.

Ele mencionou que as estações de metrô poderiam servir como abrigos, mas a falta de alertas prévios impede que as pessoas busquem refúgio a tempo: “Como não há um sistema de alarmes, de sirenes, a gente só sabe dos ataques quando eles acontecem”, explicou Guimarães.

O embaixador relatou um episódio recente que demonstra o alcance dos impactos dos bombardeios: “Ontem à noite, num ataque, embora distante, o nosso prédio aqui tremeu todo, somente pelo deslocamento de ar desse ataque”.

Diante desse cenário, a principal recomendação das autoridades tem sido para que as pessoas permaneçam em casa e fiquem atentas, embora Guimarães tenha enfatizado que “não há como se proteger” efetivamente dos ataques.

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Fonte : CNN

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