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Os preços do trigo avançaram pela terceira sessão consecutiva na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (26). O contrato com vencimento em maio subiu 1,21% e fechou cotado a US$ 6,05 por bushel.

A alta foi impulsionada pelo forte desempenho das exportações dos Estados Unidos e pelas preocupações com o aumento dos custos de insumos agrícolas, reflexo das tensões no Oriente Médio, que podem impactar o plantio no Hemisfério Sul e a produtividade das safras 2026/27.

O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou vendas de 397,2 mil toneladas na semana entre 13 e 19 de março, volume superior ao da semana anterior e próximo do limite máximo esperado pelo mercado.

Segundo o órgão, as vendas cresceram de forma expressiva tanto na comparação semanal quanto frente à média das últimas quatro semanas, com destaque para a demanda de países como Filipinas, Taiwan e México. Com isso, o volume total comercializado pelos Estados Unidos já soma 24,09 milhões de toneladas no atual ciclo, acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Milho

O milho fechou praticamente estável na Bolsa de Chicago, em que o contrato com vencimento em maio recuou 0,05% e encerrou cotado a US$ 4,67 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado reagiu a dados semanais de exportação considerados neutros. Ainda assim, as cotações seguem sustentadas pelas mudanças na política de biocombustíveis nos Estados Unidos.

A ampliação do uso do etanol, em um cenário de energia mais cara, continua no radar dos investidores. Há pressão para que a mistura E15 seja adotada de forma permanente ao longo do ano, o que pode elevar a demanda por etanol e, consequentemente, por milho.

Soja

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Chicago, sendo que o vencimento para maio avançou 0,17%, cotado a US$ 11,73 por bushel.

O movimento foi sustentado pela valorização dos derivados e por compras técnicas. Segundo o Pro Farmer, o farelo de soja para maio subiu US$ 2,30, alcançando US$ 322,10, enquanto o óleo avançou 92 pontos, para 68,02 centavos de dólar por libra-peso, atingindo o maior nível em duas semanas.

O mercado também segue atento a possíveis anúncios sobre biocombustíveis nos Estados Unidos, além do cenário geopolítico e dos sinais de demanda chinesa. A expectativa em torno da viagem do presidente Donald Trump a Pequim, prevista para maio, reacendeu especulações sobre novas compras por parte da China.

Apesar disso, analistas mantêm cautela diante do avanço da safra brasileira, que caminha para um volume recorde, reforçando a competitividade do país no mercado global.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostraram vendas semanais de exportação de 695,9 mil toneladas, acima das estimativas do mercado, contribuindo para dar suporte às cotações.

 

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Fonte : CNN

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