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Os preços futuros do petróleo iniciaram as negociações deste domingo (4) em leve queda, com investidores acompanhando os desdobramentos da tensão política na América após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Por volta das 21h (horário de Brasília), o contrato futuro do petróleo Brent, com vencimento em março, recuava 0,31%, cotado a US$ 60,56. Já o WTI, com vencimento em fevereiro, registrava queda de 0,38%, a US$ 57,11.

A baixa moderada reflete a avaliação do mercado sobre o peso limitado da Venezuela no setor petrolífero global. Embora o país detenha as maiores reservas de petróleo do mundo, sua produção atual é reduzida, o que restringe o impacto direto sobre os preços internacionais.

A Venezuela possui cerca de 303,2 bilhões de barris em reservas, à frente da Arábia Saudita, com aproximadamente 267,2 bilhões, e dos Estados Unidos, que concentram cerca de 45 bilhões de barris, apesar de liderarem a produção mundial.

Analistas apontam que, mesmo diante da tensão política, a crise não afeta de forma significativa o preço global do petróleo, já que a Venezuela produz cerca de 700 mil barris por dia, o equivalente a 1,3% da produção mundial.

Como comparação, quando a Rússia, responsável por cerca de 10% da produção global, invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, os preços do petróleo dispararam e chegaram a ultrapassar os US$ 100, diante do temor de interrupções no fornecimento.

Na reunião deste domingo, os países membros da Opep+ avaliaram as condições e perspectivas do mercado global e decidiram manter a produção de petróleo nos níveis atuais. A decisão reforça uma postura de cautela e gestão de riscos, mais do que um cenário de escassez de oferta.

Na prática, a manutenção da produção limita o impacto econômico imediato da ação americana na Venezuela, reduz a probabilidade de choques abruptos nos preços e preserva um ambiente de maior previsibilidade para consumidores e produtores.

Para economias importadoras, preços mais estáveis ajudam a conter pressões inflacionárias. Para países exportadores, a estratégia sustenta receitas sem abrir espaço para ganhos extraordinários no curto prazo.

Em síntese, o mercado encara a crise venezuelana como um risco monitorado, e não como um gatilho para uma ruptura no equilíbrio global do petróleo.

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Fonte : CNN

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