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Os preços do milho finalizaram o dia com leves baixas na Bolsa de Chicago. O vencimento março fechou o dia com baixa de 0,29% e cotado em US$ 4,27 por bushel. A principal pressão sobre o cereal é o desânimo da indústria de etanol nos Estados Unidos devido à falta de autorização para a comercialização do E-15 (gasolina com 15% de biocombustível) ao longo de todo o ano, segundo a Granar, consultoria argentina.

Outro fator que contribui para a queda das cotações é a previsão de chuva em áreas agrícolas da Argentina, consideradas positivas para a formação de produtividade.

Influência do USDA

As perdas foram limitadas pela forte performance das exportações norte-americanas. O USDA elevou sua projeção de vendas externas de milho na safra 2025/26 de 81,28 milhões para 83,82 milhões de toneladas — um volume recorde para a história agrícola dos Estados Unidos. Como consequência, a estimativa de estoques finais foi reduzida de 56,56 milhões para 54,02 milhões de toneladas.

Embora sem impacto direto nas cotações, o relatório semanal da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) trouxe sinais positivos ao mercado. Após três semanas consecutivas de queda, a produção diária de etanol subiu de 956 mil para 1,11 milhão de barris, superando os 1,082 milhão de barris registrados no mesmo período de 2025.

Os estoques do biocombustível avançaram levemente, de 25,136 milhões para 25,247 milhões de barris, mas permaneceram abaixo do nível observado há um ano. O USDA também confirmou, em seus relatórios diários, uma nova venda de milho da safra 2025/26 para destinos não revelados, no volume de 230,56 mil toneladas, destaca a Granar.

No Brasil, a Anec elevou sua estimativa de exportações de milho em fevereiro de 793,4 mil para 953,2 mil toneladas, ainda bem abaixo dos 3,25 milhões embarcados em janeiro e dos 1,32 milhão registrados em fevereiro de 2025.

Na Ucrânia, o vice-ministro da Economia, Taras Vysotskiy, reiterou a previsão de uma safra de milho de 30 milhões de toneladas, apesar do atraso nos trabalhos de colheita, que ainda não cobrem cerca de 7% da área apta. No fim de semana, a consultoria APK-Inform manteve sua estimativa de produção em 31,31 milhões de toneladas, mas reduziu a projeção de exportações de 25,5 milhões para 23,5 milhões de toneladas. Já o USDA estima uma colheita de 29 milhões de toneladas e exportações de 22 milhões.

Dados do Ministério da Política Agrária da Ucrânia indicam que, entre 1º de julho e 9 de fevereiro, o país exportou 9,37 milhões de toneladas de milho, queda de 29,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Apesar disso, o Conselho Agrícola Ucraniano aponta aceleração recente dos embarques, com cerca de 700 mil toneladas já exportadas em fevereiro, de um total mensal estimado entre 2,6 milhões e 3 milhões de toneladas.

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Fonte : CNN

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