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A FPA (Frente Parlamentar do Agronegócio) deve se reunir na próxima segunda-feira (23) para discutir o fim da escala 6×1, proposta que visa alterar a atual jornada de trabalho no país. De acordo com apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA, afirma que o custo dessa mudança será repassado ao consumidor caso a alteração seja implementada sem alternativas adequadas.

A FPA, que é a maior frente parlamentar do Congresso e conta com integrantes de diversos partidos, incluindo os de esquerda, busca alternativas para a proposta do fim da escala 6×1.

Lupion argumenta que não é possível simplesmente cortar a jornada de trabalho sem considerar as consequências econômicas. O objetivo da reunião da FPA é definir uma posição formal e construir uma narrativa política sobre o tema.

Alternativas em discussão

Entre as possibilidades que serão debatidas pela frente parlamentar está a implementação de um sistema de banco de horas, que permitiria maior flexibilidade na definição da escala de trabalho. Nesse modelo, empregadores e trabalhadores poderiam definir em conjunto como organizar a jornada laboral.

A proposta, que originalmente era uma agenda do Palácio do Planalto, foi abraçada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ganhou força por ser considerada popular, especialmente em ano eleitoral. No entanto, parlamentares de direita têm buscado alternativas para não se posicionar diretamente contra a medida, o que poderia trazer prejuízos eleitorais.

O sistema sugerido poderia até diminuir a carga horária semanal atual de 44 horas, mas deixaria a definição das escalas para negociação entre as partes envolvidas. Segundo os defensores dessa alternativa, isso seria particularmente importante para pequenos negócios, como mercados e comércios de bairro.

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Fonte : CNN

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