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Alterações discretas nos níveis de glicose no sangue, mesmo antes do diagnóstico formal de diabetes, já podem causar danos significativos à saúde. O alerta foi feito por especialistas ao Dr. Roberto Kalil durante o programa CNN Sinais Vitais, que abordou o tema do pré-diabetes, estágio anterior à doença que atinge milhões de brasileiros.

De acordo com as endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier, o pré-diabetes é caracterizado por uma glicemia de jejum entre 100 e 125 miligramas por decilitro ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%. “Por que esse nome? Porque uma boa parte dessas pessoas que têm pré-diabetes vão evoluir para o diabetes”, afirmou Cukier.

O mais preocupante, segundo as médicas, é que mesmo nesse estágio inicial já podem surgir complicações graves. “Você já pode ter neuropatia, você já pode ter cardiopatia. Mesmo com esses níveis de glicemia discretamente alterados”, disse Cukier. As complicações podem afetar tanto pequenos vasos sanguíneos (microvasculares) quanto grandes artérias (macrovasculares).

Complicações graves mesmo antes do diagnóstico

Entre as principais complicações microvasculares estão os danos à retina, aos rins e aos nervos periféricos. Já as macrovasculares afetam principalmente o coração e o cérebro. “Mas a gente pode ter demência, a gente pode ter pneumopatia, doenças na pele. Então, tem várias complicações”, complementou Cukier.

A neuropatia diabética, alteração das fibras nervosas que causa dormência, queimação e dor, foi destacada como uma das complicações mais graves. Sharon Nina Admoni, coordenadora do Ambulatório de Pé Diabético do HC-FMUSP, explicou que os danos começam pelas extremidades: “A glicose, ela começa sempre do lugar mais longe para um lugar mais perto. Então, por isso que os pés são acometidos”.

O chamado pé diabético representa uma das consequências mais sérias da doença, podendo levar a úlceras e, em casos graves, amputações. “É uma complicação com altíssima mortalidade em cinco anos”, alertou Admoni, ressaltando que a taxa de mortalidade chega a ser maior que a de alguns tipos de câncer, como o de mama.

As médicas enfatizaram a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular, destacando que o pé diabético é uma “complicação evitável”. “É muito importante fazer a pessoa que tem diabetes fazer uma busca ativa desse pé insensível, dos vasos e orientar, porque é uma complicação evitável”, concluiu Admoni.

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Fonte : CNN

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