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Simplificando, o Estreito de Ormuz é uma das principais artérias marítimas da economia global, a passagem por onde os petroleiros saem do Golfo Pérsico transportando cerca de um quinto da produção mundial diária de petróleo.

A rota marítima atravessa as águas territoriais do Irã e de Omã, sendo considerada um ponto de estrangulamento crucial para o transporte global de petróleo.

O estreito tem apenas 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, uma peculiaridade geográfica que facilita o controle por parte do Irã.

Com a guerra no Oriente Médio, a rota foi fechada pelo regime iraniano.

Sob o bloqueio quase total do estreito pelo Irã, cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e 5 milhões de barris de outros derivados de petróleo são impedidos de chegar aos mercados globais todos os dias, segundo o diretor da AIE (Agência Internacional de Energia).

Além disso, os países do Golfo reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, acrescentou a AIE, já que têm poucas outras maneiras de exportar seu petróleo bruto e seus tanques de armazenamento estão se enchendo.

Essa escassez já causou uma disparada nos preços do petróleo, que chegaram a ultrapassar os US$ 100 por barril e permanecem muito mais altos do que antes do início da guerra, enquanto os investidores lidam com as preocupações com o abastecimento.

Novos ataques a embarcações que tentavam navegar pelo estreito na quarta-feira (11) assustaram os operadores, fazendo com que os preços do petróleo subissem novamente.

“A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção no fornecimento da história do mercado global de petróleo”, afirmou a AIE (Agência Internacional de Energia) em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo.

Segundo dados do governo americano, cerca de 20% do petróleo e gás do mundo normalmente passam por suas rotas marítimas. Essas remessas são principalmente de petróleo e derivados provenientes do Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Um relatório de 2025 da Administração de Informação Energética do governo dos EUA observou que “existem muito poucas opções alternativas para retirar o petróleo do estreito no caso de fechamento da rota”.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos possuem alguma infraestrutura de oleodutos para contornar o Estreito de Ormuz. Mas, de modo geral, a maior parte do petróleo que flui no Golfo não tem meios alternativos de sair da região.

Mais de 10 navios de carga foram atacados na região do Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã, desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro, segundo balanço divulgado pela United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), autoridade marítima responsável pela região.

Irã começa a instalar minas no Estreito de Ormuz

O Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo, responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo bruto, segundo duas pessoas familiarizadas com relatórios da inteligência americana sobre o tema.

A instalação de minas ainda não é extensa, apenas algumas dezenas foram colocadas nos últimos dias, disseram as fontes. Mas o país mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos para lançamento de minas, segundo uma das fontes, portanto, suas forças poderiam, de fato, instalar centenas de minas na hidrovia.

A Guarda Revolucionária iraniana possui dezenas de lanchas rápidas, leves e bem armadas, que podem ser mobilizadas rapidamente no Estreito de Ormuz. Estas embarcações, embora vulneráveis por sua falta de blindagem, representam uma ameaça pela quantidade e mobilidade.

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Fonte : CNN

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