As fortes chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, resultaram em uma tragédia com 36 óbitos confirmados e 33 pessoas ainda não encontradas, conforme informou Romeu Zema durante entrevista ao Live CNN. O governador destacou que a Polícia Civil já mobilizou uma equipe para a identificação das vítimas, um trabalho que tem sido realizado com agilidade.
“Estamos atuando para que a vida seja reestabelecida à normalidade o quanto antes. A energia elétrica já voltou para praticamente 99% das áreas afetadas, o fornecimento de água a mesma coisa”, disse o governador de Minas.
Zema explicou que esteve em Juiz de Fora acompanhando os trabalhos de resgate e que toda a equipe do Corpo de Bombeiros da região foi mobilizada. “Outras regiões já estão de plantão disponíveis caso venhamos a ter mais chuvas e a situação demande um reforço. Eles serão transportados imediatamente para também estar contribuindo”, afirmou.
O governador informou que o número de óbitos tem aumentado à medida que as buscas dos bombeiros avançam e a remoção de lama e escombros progride.
Cenários distintos nas cidades afetadas
As duas cidades apresentam situações diferentes. Em Juiz de Fora, foram registrados 30 óbitos, principalmente devido a deslizamentos. Já em Ubá, embora o número de vítimas fatais seja menor (seis pessoas), houve uma “destruição gigantesca no centro da cidade”, causada pela enchente de um leito de rio “que foi arrastando tudo”, segundo Zema.
“Em Juiz de Fora, nós tivemos deslizamentos, áreas que literalmente foram arrastadas pela lama, algo que nunca havia acontecido na história”, explicou Zema, mencionando que a intensidade excepcional da chuva pegou muitos moradores de surpresa, apesar dos alertas emitidos pela Defesa Civil.
“Mas, tanto a prefeita de Juiz de Fora, quanto o prefeito de Ubá, podem e estão contando com o governo do estado. Já liberei recursos, antecipação de tudo que as prefeituras tinham para receber do governo durante esse ano”, disse o governador.
Medidas de assistência e reconstrução
A Defesa Civil do Estado está enviando cestas básicas, kits de higiene pessoal e de limpeza “para que os atingidos, os desabrigados, os desalojados tenham o mínimo de dignidade durante esse período de ajuste”, afirmou Zema.
Para os comerciantes e empresas afetados, o governo estadual está providenciando linhas de crédito, assim como fez no ano passado em Ipatinga, e planeja isentar do ICMS os estoques e bens que foram destruídos. Zema também informou que esteve reunido com representantes do governo federal, incluindo o ministro Waldez, que disponibilizaram ajuda para a região.
O governador mencionou ainda que, após a resolução da situação humanitária, será feito um levantamento da infraestrutura destruída, como estradas, vias públicas e pontes, para que possam ser reconstruídas com recursos federais.
“Queremos instalar sensores para emitir um alarme na hora que o solo começar a encharcar”, apontou o governador: “Na região metropolitana, o estado e as prefeituras já investimos mais de R$200 milhões em piscinões, e hoje a região metropolitana está muito mais protegida que estava no passado, mas, é um trabalho de longo prazo”.
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Fonte : CNN