A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma grande operação contra a lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), resultando no bloqueio de R$ 6 bilhões e na investigação de 49 empresas de diversos setores. A ação, denominada Operação Falso Mercúrio, busca desmantelar uma complexa rede criminosa que utilizava empresas como padarias, lojas de carros e fintechs para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar. A investigação revelou uma estrutura sofisticada com núcleos especializados em coleta, movimentação e legitimação dos recursos.
Operação Falso Mercúrio: Alvo é a Lavagem de Dinheiro do PCC
A Operação Falso Mercúrio, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, tem como objetivo principal desmantelar uma extensa rede de lavagem de dinheiro operada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações revelaram que a organização criminosa utilizava uma variedade de empresas, aparentemente legítimas, para ocultar e legitimar recursos provenientes de atividades ilícitas. A operação resultou no bloqueio de R$ 6 bilhões e na emissão de mandados de prisão e busca e apreensão.
Empresas Utilizadas para Lavagem de Dinheiro
As empresas investigadas atuavam em diversos setores da economia, incluindo padarias, lojas de carros e fintechs. Segundo as investigações, essas empresas serviam como fachada para a lavagem de dinheiro, permitindo que os recursos ilícitos circulassem no sistema financeiro de forma dissimulada. O delegado-geral Artur Dian explicou que as empresas se aproximavam de criminosos ligados ao tráfico de drogas e estelionato, facilitando a lavagem de dinheiro sujo.
Conexão com o Assassinato de Delator do PCC
A investigação também revelou que duas das empresas investigadas possuem ligação com Kauê do Amaral Coelho, um olheiro do PCC implicado no assassinato de Vinicius Gritzbach, delator da facção executado no Aeroporto de Guarulhos no ano passado. Essa conexão demonstra a ligação direta entre as empresas investigadas e a organização criminosa.
Detalhes da Conexão
O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, detalhou a conexão, afirmando que pelo menos duas empresas efetuaram depósitos para Mateus Brito, que, por sua vez, depositou para Kauê Coelho. Ambos estão envolvidos na morte de Gritzbach. Essa evidência reforça a tese de que o PCC utilizava as empresas para lavar seus capitais.
Estrutura da Organização Criminosa
As investigações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) apontam que a rede criminosa operava com três núcleos principais, cada um com funções distintas e estruturadas para garantir o funcionamento do esquema:
Coletores: Responsáveis por arrecadar os valores ilícitos provenientes de crimes como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.
Intermediários: Encarregados de movimentar e ocultar os recursos, utilizando as empresas de fachada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Beneficiários Finais: Recebiam o dinheiro já legitimado, podendo utilizá-lo para financiar outras atividades criminosas ou para enriquecimento pessoal.
Conclusão
A Operação Falso Mercúrio representa um importante avanço no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado em São Paulo. O bloqueio de R$ 6 bilhões e a investigação de 49 empresas demonstram a dimensão do esquema criminoso e a complexidade da rede de lavagem de dinheiro do PCC. A ação policial visa desmantelar essa estrutura e responsabilizar os envolvidos, contribuindo para a segurança pública e a estabilidade econômica do estado.
FAQ
1. Qual o objetivo da Operação Falso Mercúrio?
A Operação Falso Mercúrio tem como objetivo desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro operada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que utilizava empresas de diversos setores para ocultar e legitimar recursos provenientes de atividades ilícitas.
2. Quais os tipos de empresas que estão sendo investigadas?
As empresas investigadas atuam em diversos setores, incluindo padarias, lojas de carros e fintechs. Elas serviam como fachada para a lavagem de dinheiro, permitindo que os recursos ilícitos circulassem no sistema financeiro de forma dissimulada.
3. Qual o valor total dos bens bloqueados na operação?
A Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, três embarcações e 257 veículos em nome dos investigados, além do bloqueio de R$ 6 bilhões em contas bancárias.
Gostou desta notícia? Compartilhe com seus amigos e familiares para que mais pessoas fiquem informadas sobre os esforços no combate ao crime organizado. A informação é uma ferramenta poderosa para a construção de uma sociedade mais segura e justa.
Fonte: https://paraiba.com.br