O corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento no centro de São Paulo no dia 18 de fevereiro, foi exumado nesta sexta-feira (6) para a realização de novas perícias. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
Neste momento, conforme afirmado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), a autoridade policial segue aguardando o resultados dos laudos periciais para dar continuidade nas investigações.
À CNN Brasil, a defesa da família de Gisele, composta pelo advogado Dr. Miguel Silva, declarou que os familiares já estão cientes da exumação e que as perícias já foram devidamente realizadas.
“Em breve, nós teremos um laudo cadavérico onde vai elucidar os fatos, é o que nós esperamos.”, concluiu.
Na última sexta-feira (6), o advogado relatou que a família da vítima apoiou o processo de exumação pois “buscam a verdade”.
Embora seja doloroso, muito doloroso para a família, evidentemente ela apoia
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Morte suspeita
Inicialmente, a morte da policial foi tratada como suicídio — ela foi encontrada, no último dia 18 de fevereiro, com um ferimento causado por arma de fogo na região da cabeça.
No entanto, após diligências realizadas e suspeitas de que ela e seu marido, Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da PM, mantinham um relacionamento abusivo, o caso começou a ser tratado como “morte suspeita”.
A mãe da vítima afirmou à polícia que o oficial colocava restrições à filha, proibindo o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir que ela cumprisse regularmente diversas tarefas domésticas.
A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) chegou a fazer uma reconstituição da morte na residência do casal, na segunda-feira (2). O órgão disse ainda que continua com as apurações.
**Sob supervisão de Beto Souza
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Fonte : CNN